Graci e carrinho 2 Greiciane e um dos seus carrinhos de pipoca/ Foto Mar 2026

“Meu plano é crescer, cada vez mais.”

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Meu plano é crescer, cada vez mais.
Além de empresas grandes, com presenças históricas, como o parque de diversões Nicolândia, o circuito de kart do Carrera e alguns restaurantes, o Parque da Cidade concentra um número considerável de pequenos negócios licenciados, como aluguel de equipamentos, quiosques de alimentação, massagistas, e vendedores ambulantes.
Na área em frente ao Nicolândia, existem 16 licenciados que vendem de pipoca a brinquedos para o público que frequenta o parque. Um deles é de propriedade da Greiciane, com quem conversei outro dia no local. Greiciane Sellan dos Santos, tem37 anos, é pernambucana de Caruaru, vive em Brasília há mais de 10 anos, casada, dois filhos, uma menina de 21 e um rapaz de 15 anos, moradora de Santa Maria. Devido à necessidade de trabalhar cedo, Greiciane não terminou os estudos, sonha em concluir o segundo grau e fazer o curso de Educação Física. Ela já trabalhou como babá, logo que chegou em Brasília, depois, como costureira para uma empresa, de onde saiu para tentar empreender, “ fazer minhas coisas”. Fez curso de alongamento de unhas, abriu um salão em sua casa, vendeu salgados, passou a vender peixes de aquário, até que chegou no Parque da Cidade, onde está há 5 anos, trabalhou em um quiosque, para, finalmente empreender vendendo pipoca. Conheça Greiciane e sua história de perseverança, trabalho e força de vontade. Influenciada pelo ambiente saudável que encontrou no Parque, ela conseguiu mudar de vida, emagrecer, desenvolver seu negócio e virar uma microempreendedora, que já é um sucesso.

Perguntas para Greiciane:

P- Você falou que também é costureira, não quis continuar nessa profissão?
R- Não, porque eu ficava muito presa dentro de casa e começava a me dar agonia. Porque eu ficava na máquina 24 horas. Pra conseguir entregar a mercadoria no prazo, eu tinha que costurar dia e noite. E aí tava me estressando demais.

P- Há quanto tempo você está no Parque?
R- Aqui no Parque eu já tô quase 5 anos.

P- Você vem que dias da semana?
R- Eu venho nos dias que o parque (Nicolândia) funciona mesmo, que dá mais movimento. Sábado, domingo, na segunda-feira e na sexta.

P- Você sempre fica nesse ponto aqui?
R- Sempre aqui, já faz mais de dois anos que eu fico aqui nesse lugar.

P- Como foi essa história de empreender e ter seu carrinho de pipoca?
R- Então, eu trabalhava no quiosque. Aí o meu marido comprou um carrinho pra ele. Eu saí do quiosque, não deu certo ficar lá, e comecei a ajudar ele na pipoca. E aí ele falou assim: “eu vou deixar você aqui no carrinho e já vou tentar arrumar outro pra mim”. E nessa, ele foi comprando carrinho e eu comprei já os meus carrinhos. E aí hoje eu, ele, meu filho, todo mundo trabalha na pipoca e no churros.

P – Quantos carrinhos vocês têm?
R- A gente já tem sete.

P- Sete carrinhos? Uma microempresa. Então a família toda já é sustentada com os carrinhos?
R- Isso, dois são fixos aqui no Parque. Um fica aqui, o outro fica lá no lago. Temos quatro de pipoca e os 3 outros de churros.

P- Pipoca vende mais?
R- É porque tem lugar que é mais fácil levar pipoca, né? O churros às vezes dá muito mais trabalho, porque é fritura e tal. Aí tem lugar que pra você andar, por exemplo, se você tiver que andar com o carrinho, pipoca dá, o churros já não dá, por causa do óleo, aquela coisa toda.

P- E você sempre tá aqui na frente do Nicolândia?
R- Sempre, meu lugar é aqui, eu só fico aqui.

P- O que você acha do Parque da Cidade?
R- Cara, eu sou apaixonada pelo Parque. Quando eu vim pra cá, eu era muito gorda, eu tinha engordado bastante, porque até uma loja de salgado a gente já tentou montar. E como eu trabalhava demais, não tinha tempo nem de cozinhar, eu comia muito salgado e engordei 10 quilos. E quando eu vim pra cá, que eu comecei a ver o pessoal correndo, esse pessoal com a vida fitness, eu falei, cara, eu tenho que mudar de vida, não dá pra eu ficar assim. E aí eu comecei a mudar a minha alimentação, eu já perdi os 10 quilos.
Aí fui pra academia, comecei a fazer dieta, tudo influência do Parque.

P- O Parque lhe inspirou?
R- Sim, e eu gosto muito, é uma riqueza muito grande.

P- E aí você mudou, você tá bem malhada, né?
R- Eu mudei, porque emagrecer já virou a paixão por musculação, e aí fui.

P- Então, além do Parque te dar a possibilidade de trabalhar, também lhe inspirou a mudar de estilo de vida?
R- Sim, eu tô ganhando saúde na minha vida, com certeza.

P- E o seu marido também tá nessa de cultivar a saúde?
R- Sim, também, meu marido fez educação física, ele gosta muito.

P- E o que você acha do Parque em relação à Brasília?
R- Cara, pra mim é o coração de Brasília, né? Porque, quem que não quer vir no Parque no domingo? No domingo, o lugar da família, das crianças, é vir pro Parque da Cidade passear. Aqui você acha coisa saudável pra você comer, é um picolé, é um sorvete, uma água de coco. Você quer fazer um piquenique, você quer fazer uma caminhada, patins, bicicleta. O que você quiser fazer, dá pra fazer aqui. Eu gosto demais do Parque. eu passo o dia todo aqui. Eu chego aqui cedo, eu saio de noite, só depois que o Nicolândia fecha.

P- O que você mais observa aqui?
R- Os animais. Aqui, a minha paixão aqui é os cachorrinhos. Eu sou apaixonada pelos cachorrinhos que passam aqui, as crianças, é um amor, eu gosto muito.

P- E você não se importa com esse barulho do Nicolândia?
R- Nada!

P- Porque é um barulho meio de alegria, né?
R- É, anima. A gente tá assim meio cansado, fala, poxa, eu não queria trabalhar hoje, eu tô tão cansada, porque a correria é grande. A semana toda, direto, eu não tiro nenhum dia de folga. Porque quando eu não tô aqui, eu tô em casa, eu vendo pipoca lá na minha casa também. E aí vai pra academia, aí faz comida, aí é filho, é marido, não sei o quê. É uma correria louca, aí quando você chega aqui, você começa a conversar, aí passa uma pessoa, elogia o seu trabalho, elogia a sua pipoca, fala, “moça, eu vim de longe só pra comer sua pipoca.” Eu tenho clientes que vêm da Granja do Torto, São Sebastião, do Gama, falam: “olha, eu vim aqui só pra comprar sua pipoca, porque é a melhor pipoca”. Isso é satisfatório demais.

P- Você tem noção de quantos sacos de pipoca você vende por semana?
R- Não tenho noção, porque depende, tem dia que é mais fraco, tem dia que é melhorzinho, entendeu? Aí depende muito.

P- Não tem o nome do seu carrinho?
R- Não. É a mulher do Parque, aí todo mundo já sabe o que é a mulher do Parque, é a pipoca rosa.

P- Quando você não vem aqui, você sente falta?
R- Eu sinto. Eu gosto de trabalhar aqui, porque é aquela coisa que eu te falei, às vezes a gente está muito cansado, mas chega aqui, anima, aí você conversa, aí você se distrai, é muito bom.

P- Você é uma empreendedora que está crescendo, quais são os planos?

R- Ah, é crescer, cada vez mais. Eu quero ter uma empresa mesmo, sabe? Das pessoas fazerem encomendas, de eu alugar meus carrinhos, colocar os carrinhos em eventos, melhorar a qualidade. Eu já tenho esses daqui, e um que eu tenho lá em casa, ele já é um carrinho bem maior, todo de inox, que já é bonito, a qualidade é muito melhor do que esse daqui. E a minha intenção é só crescer mais.

P- E depois dá pra padronizar tudo, né?
R- Sim, padronizar a marca, tudo. É a minha intenção. E essa coisa com a pipoca está dando muito certo, graças a Deus.

P- Greiciane o que é que lhe move na vida? O que é que lhe faz continuar e ir pra frente? No que é que você acredita?
R- Cara, assim, eu gosto de trabalhar, entendeu? Quando eu estou à toa, me incomoda. Então trabalho mesmo é o que me move. Eu gosto muito de trabalhar, o meu marido também é muito esforçado. A gente andou muito pra frente porque ele é esforçado. Ele é aquele cara mil e uma utilidades. Ele resolve tudo, ele conserta tudo, ele arruma tudo. Então, ele é 80% da empresa, e isso aí é muito bom.

P- Você daria qual recado para as pessoas, em geral?
R- Ah, pra ninguém desistir do que quer, sabe? Quando eu tava lá atrás, antes de ter o que eu tenho hoje, eu achava que era impossível eu ter alguma coisa. Eu consegui, pelo menos, emagrecer. Pra mim era impossível. Porque, pra mim, deixar de comer é muito difícil. Principalmente eu trabalhando aqui, que é um lugar farto de coisas.
Então, se você tem vontade…ah, eu errei hoje, continua amanhã. Não erra mais, vai tentando, Ah, mas eu errei de novo. Não tem problema, vai de novo. Sempre, sempre continua, sempre tenta, não desiste, que vai dar certo.

P- E sobre o Parque, qual o recado para as pessoas?
R- Ah, o meu recado é que as pessoas cuidem, que amem. Cuidem dos seus cachorrinhos, com as patinhas quentes no chão. Cuidado na hora do sol quente. E, gente, cuida do Parque, porque o Parque, ele é uma benção. Ele é uma benção na vida de todo mundo.

O Segundo carrinho de pipoca/ Foto CV Março 2026

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