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Como o tambaqui entrou na lista de espécies ameaçadas de extinção?
Entenda o processo científico e os critérios usados por órgãos ambientais para classificar uma espécie como ameaçada, como aconteceu com o tambaqui
A recente inclusão do tambaqui, um dos peixes mais populares do Brasil, na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção gerou dúvidas e preocupação. A decisão, no entanto, não é aleatória. Ela resulta de um rigoroso processo de avaliação científica conduzido por órgãos ambientais, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O caminho até uma espécie ser classificada como ameaçada começa com a coleta de dados. Pesquisadores monitoram o tamanho da população, a redução de seu habitat natural e as principais ameaças enfrentadas, como a pesca excessiva, a poluição e a construção de barragens que alteram o curso dos rios. Essas informações são compiladas e analisadas ao longo de anos. O objetivo é construir um panorama claro sobre a saúde da população da espécie. Quando os dados indicam um risco real e contínuo, uma avaliação formal é iniciada para determinar o grau de ameaça.
Critérios para definir o risco
A classificação segue critérios técnicos internacionais, adaptados à realidade brasileira. Para um peixe como o tambaqui entrar na lista, ele precisa se enquadrar em uma ou mais das seguintes condições principais:
- Redução populacional: a avaliação oficial identificou uma redução estimada entre 30% e 40% das populações naturais do tambaqui ao longo de três gerações.
- Distribuição geográfica restrita: a espécie vive em uma área pequena e fragmentada, tornando-a mais vulnerável a eventos localizados que possam destruir seu habitat.
- População pequena e em declínio: o número total de indivíduos adultos é baixo e continua diminuindo, ou a maioria se concentra em uma única subpopulação.
Com base na gravidade desses fatores, a espécie é classificada em uma das três categorias de ameaça: vulnerável (VU), em perigo (EN) ou criticamente em perigo (CR). O tambaqui foi classificado como vulnerável.
Uma vez na lista oficial, a espécie passa a ser protegida por lei. Isso pode levar à criação de novas regras para sua captura, como a proibição da pesca em determinadas épocas ou locais e a restrição do comércio. O objetivo principal é desenvolver um plano de conservação para reverter o declínio populacional e garantir a sobrevivência da espécie na natureza. Vale ressaltar que as restrições se aplicam à pesca de indivíduos selvagens e não afetam a comercialização de peixes de aquicultura licenciada.
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Como denunciar a pesca ilegal?
A população também desempenha um papel fundamental na proteção das espécies ameaçadas. Ao identificar a pesca, o transporte ou a venda irregular de peixes protegidos capture-os fora da aquicultura licenciada, é possível denunciar diretamente aos órgãos ambientais:
Linha Verde do Ibama: 0800 061 8080 (ligação gratuita) ou pelo site oficial do instituto.
Batalhões de Polícia Militar Ambiental: contato direto pelas secretarias estaduais de meio ambiente.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.


