Como é jogar o torneio de futebol de rua do Neymar

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O torneio de futebol de rua Neymar Jr’s Five define este mês os últimos campeões regionais que disputarão a final nacional marcada para 2 de junho, em São Paulo. As últimas seletivas regionais ocorrem em Recife, Santos e Porto Alegre. Brasília, Manaus, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Campinas e Rio de Janeiro já definiram os respectivos campeões.

Em abril, Brasília recebeu pela primeira vez a seletiva do torneio e conheceu quem irá representar a capital na final nacional. O Catu, time da categoria feminina, e o Puma, da categoria mista, venceram a disputa e vão até São Paulo para buscar uma vaga na etapa mundial. O desafio entre os campeões de outros países será em 21 de julho, em Santos, com a presença do Neymar Jr.

A grande novidade na terceira edição do torneio do craque do Paris Saint-Germain é a criação da categoria destinada somente às mulheres. Em Brasília, 12 times femininos foram inscritos, mas quem se saiu melhor foi o Catu. A jogadora Natália Martins faz parte do time e conta como foi jogar o campeonato.

“Como nos inscrevemos sem pretensão, não criamos expectativa e não sentimos a pressão. Fomos para brincar e foi uma coisa natural”, explica. O time venceu todos os jogos das fase de grupos por 5 x 0, eliminando todas as jogadoras adversárias. No campeonato, a cada gol marcado, a equipe adversária perde um jogador.

O Catu está classificado para a final nacional do Neymar Jr’s Five em São Paulo | Foto: Charles Vieira/OhShit.Lab

O Catu é formado por amigas que não treinam juntas. “Montamos o time dois minutos antes de fechar as inscrições e algumas jogadoras nunca haviam jogado juntas”, relembra. No entanto, o entrosamento não ficou prejudicado já que todas jogam em algum time da cidade. A estratégia para a próxima fase ainda não foi definida. “Algumas meninas acham que temos de treinar juntas e outras que devemos seguir a mesma tática usada na primeira fase da competição”, afirma.

A estudante de direito considerou o nível das partidas da seletiva regional fácil, mas admite que está nervosa para a próxima etapa. “Nós já conhecíamos algumas jogadoras das equipes de Brasília e isso facilitou. Estou nervosa para ver como vai ser o nível dos outros times do país.”

Para Natália, a experiência se tornou mais completa com a escolha do local dos jogos. O palco da seletiva foi o gramado do Estádio Mané Garrincha, sede de sete partidas da Copa do Mundo de 2014 e a arena mais cara do Mundial no Brasil. “Foi muito legal poder jogar no Mané Garrincha. Confesso que quis levar uma pedaço do gramado para a minha casa de recordação”, brinca a estudante, que já assistiu a jogos da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de 2016 na arena.

Experiência própria

O blog Elas no Ataque participou de um jogo do Neymar Jr’s Five, em Brasília, para sentir na pele como é o torneio

Além de conversar com as meninas para saber como foram os jogos do torneio, o blog Elas no Ataque participou de uma partida para sentir na pele como é uma jogar o Neymar Jr’s Five. À convite da Red Bull, nós (eu e a Maíra) formamos uma equipe junto com o Victor Gammaro, também repórter do Correio Braziliense, para participar de um jogo da categoria mista. Para completar nosso time e montar uma equipe para jogarmos contra, convidamos os campeões das categorias mista e feminina.

Eu, Maria Eduarda, confesso que o futebol não é meu esporte preferido para se praticar, mas quando fui convidada achei que seria fácil de jogar. Inspiradas no futebol de rua, as partidas são jogadas em uma quadra reduzida com dois times com cinco jogadores. A duração é de apenas 10 minutos e, mesmo que pareça só uma brincadeira, garanto que dá para cansar.  Porém, por conta das regras, o jogo se torna rápido e dinâmico e uma falha pode custar caro. Para mim, o ponto mais interessante do campeonato é a estratégia usada pelas equipes. A tática planejada pelo time ajuda muito e pode mudar o rumo de um jogo.

Já a Maíra gosta e sempre jogou futebol. O modelo do torneio Neymar Jr’s Five, em quadra reduzida e com o gol sem goleiro, a fez relembrar quando jogava na rua com os colegas que moravam na mesma quadra que ela, em Brasília. A liberdade das vestimentas também chamou atenção, já que tiveram times que optaram por usar chuteiras enquanto outros não. Em uma das equipes, havia uma jogadora que inclusive atuou com um pé descalço e o outro com chuteira. Em campo, a disputa é bem dinâmica e divertida. No caso da seletiva em Brasília, ainda teve o atrativo dos jogos terem sido no gramado do Estádio Mané Garrincha.

Maria Eduarda Cardim

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