Virada de ano do Botafogo lembra perdas e desafios do pós-título de 1995

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A história se repete no Botafogo. Trinta anos depois da conquista do título no Campeonato Brasileiro de 1995, o atual campeão nacional e continental inicia o ano acumulando perdas e danos. A diferença em relação ao passado é a garantia do investimento do sócio majoritário Sociedade Anônima do Futebol, o empresário estadunidense John Textor.

O êxtase pela conquista do título de 1995 contra o Santos, em 17 de dezembro de 1995, foi sucedido pelo anúncio da saída do técnico Paulo Autuori do clube. Ele arrumou as malas e trocou General Severiano pelo Benfica com um argumento adequado aos tempos de hoje.

“Nossa profissão é instável. Há mais tolerância e melhores condições de trabalho em alguns lugares. Um profissional não pode viver de emoções. Em momentos ruins, somos muito cobrados”, explicou ao acertar a transferência para o Benfica de Portugal.

A substituição de Paulo Autuori não foi fácil. Marinho Peres herdou a prancheta, porém não conseguiu dar sequência no trabalho. Passou 102 dias no cargo até dar lugar a Ricardo Barreto e este ser substituído por Jair Pereira. O Botafogo só voltou aos trilhos em 1997 sob o comando de Joel Santana. O treinador levou o alvinegro aos títulos da Taça Guanabara, da Taça Rio e à conquista do Carioca de 1997. A primeira taça importante depois de 1995.

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O dinheiro era curto na virada de 1995 para 1996. O investimento é pesado na transição de 2024 para 2025. John Textor certamente contratará um técnico com currículo pesado para assumir a vaga deixada pelo português Artur Jorge. Assim como Autuori, ele decidiu singrar novos mares, especificamente no Oriente Médio. Tem acordo com o Al-Rayyan.

As semelhanças com 1995 se estendem às quatro linhas. O elenco perdeu o ponta direita Donizete e o meia Sergio Manoel naquele título brasileiro. Mais do que titulares, ambos foram símbolos daquele troféu. Os dois toparam propostas do futebol japonês. Coincidentemente, o Botafogo acaba de perder o ponta direita Luiz Henrique, eleito Rei da América, e um dos maestros, o meia Thiago Almada. Ambos em direção ao Lyon da França.

Problemas em série para John Textor e os scouts do clube resolverem. A diferença para os torcedores alvinegros é saber que há um investidor capaz de montar um Botafogo igual ou superior ao que passou para a disputa de sete competições em 2025: Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana, Campeonato Carioca, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores e a primeira edição do Super Mundial da Fifa de junho a julho, nos EUA. O presidente Carlos Augusto Montenegro era pé-quente em 1995, mas faltava dinheiro na conta do Botafogo de Futebol e Regatas.

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Marcos Paulo Lima

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