Vasco quebra tabu na Copa do Brasil, mas precisa solucionar limitações

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O Vasco está de volta às quartas de final da Copa do Brasil depois de nove anos. Isso é tudo a comemorar na noite de festa em São Januário. A torcida não via o time entre os oito melhores no torneio nacional desde 2015, quando enfrentou o São Paulo. O futebol apresentado pelo time cruzmaltino na vitória por 1 x 0 contra o Atlético-GO precisa ser discutido: foi muito ruim. Como mata-mata não se joga, se ganha, vale muito celebrar a classificação por 2 x 1 no placar agregado. Cair na real também depois do êxtase.

A exibição do Vasco foi de time valente no primeiro tempo e exausto na etapa final. O gol de Lucas Piton nos acréscimos do primeiro tempo garantiu tranquilidade no intervalo, mas também uma certa comodidade. O Vasco relaxou, cansou, colocou a língua de fora, passou a ceder espaço e deixou o Atlético-GO sonhar com o empate e os pênaltis.

Não aconteceu o pior porque o Vasco tem goleiro. Léo Jardim estava lá para garantir o resultado quando foi necessário. Pregado devido à maratona de jogos e a escassez de peças de reposição, o time carioca amarrou o jogo. Decidiu ganhar tempo com medidas não tão desportivas e empurrou a partida com a barriga até o apito final.

O técnico Rafael Pereira adotou o sistema 4-3-2-1 e teve o controle do jogo na etapa inicial. Sforza, Hugo Moura e Mateus Carvalho neutralizaram o meio de campo do Atlético-GO. Adson e Payet atuavam na armação atrás de Vegetti, As principais ações do francês eram construídas do meio para a esquerda com o apoio de Lucas Piton.

O gol sai justamente em uma trama pelo lado esquerdo do ataque entre Mateus Nunes, Payet e a surpreendente presença do lateral-direito Paulo Henrique posicionado como se fosse um meia esquerda. Ele aciona Vegetti, o centroavante é travado pela defesa, mas Lucas Piton acompanha o lance e finaliza para levar o Vasco de volta às quartas de final.

Aos poucos, o meio de campo cansou e Rafael Pereira recorreu ao banco de reservas. Os jogadores escolhidos não corresponderam e expuseram a carência por contratações. Os garotos da base Gabriel Souza e JP não entraram bem. Galdames muito menos.

O Vasco figura entre os oito a trancos e barrancos. Vale lembrar: eliminou o Água Santa e o Fortaleza nos pênaltis em São Januário. Agora, sofre para avançar diante do Atlético-GO. A menos que as bolinhas do sorteio sorriam novamente para os campeões de 2011 da Copa do Brasil, o sarrafo vai subir muito nas quartas de final e o elenco demanda talento.

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Marcos Paulo Lima

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