Vasco foi gigante contra os últimos dois campeões brasileiros, mas o Palmeiras impôs respeito

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De volta à Série A depois de dois anos consecutivos na B, o Vasco teve a pior tabela deste início de Campeonato Brasileiro. Enfrentou, simplesmente, os últimos dois campeões nacionais. Venceu o Atlético-MG, no Mineirão, e empatou com o Palmeiras neste domingo depois de abrir 2 x 0 no primeiro tempo. O enredo só não foi o mesmo do triunfo contra o Galo porque o time de Abel Ferreira se impôs no segundo tempo e cobrou respeito diante de 59.867 torcedores presentes no Maracanã em um dos melhores jogos até o momento. Por sinal, a largada da maratona de 360 partidas pelo título é promissora. O nível dos duelos está acima do esperado.

Eliminado do Carioca nas semifinais e despachado precocemente da Copa do Brasil pelo ABC, em São Januário, o Vasco só tem o Brasileirão pela frente até o fim do ano. Portanto, espera-se mais evolução nas próximas rodadas. É quase uma obrigação. Do outro lado, Abel Ferreira segue administrando muito bem as baixas no elenco. São duas rodadas sem Raphael Veiga e Rony, duas peças fundamentais no sistema de jogo do português. Quem vem do banco tem dado conta.

Os simulados do Vasco no Carioca fizeram muito bem. O time carioca havia se exibido muito bem no único clássico contra o Fluminense e nos três duelos com o Flamengo, dois deles pelas semifinais do Estadual. Apesar das eliminações, houve evolução técnica, tática e emocional. O maior alerta para a temporada é o comportamento contra adversários menores. O Vasco não pode enfrentar concorrentes mais acessíveis na Série A com a mesma displicência daquele duelo com o ABC pela segunda fase da Copa do Brasil sob pena de perder pontos preciosos.

A partida foi importantíssima para Pedro Raul. O centroavante amargava jejum desde 9 de março na vitória contra o Bangu pela última rodada da primeira fase do Carioca. Entrou em campo quatro vezes depois daquela partida e ficou devendo. Desencantou em um jogo grande. Estamos falando do vice-artilheiro do Brasileirão do ano passado. Portanto, o sarrafo tem que ser maior. Balançou as redes 17 vezes na temporada passada, atrás apenas dos 26 de Germán Cano.

O Vasco tem uma raridade no futebol brasileiro. A maioria dos nossos bons pontas joga aberto na esquerda. Gabriel Pec faz diabruras na direita. A cria de São Januário faz uma ótima temporada aos 22 anos. São oito gols em 15 exibições no ano. Três deles em partidas grandes contra Flamengo, Atlético-MG e Palmeiras. É o protagonista vascaíno na temporada.

Ambos teriam resolvido o jogo no primeiro tempo se o adversário não fosse o atual campeão Palmeiras. Mesmo com um 0 x 2 no intervalo e sem o suspenso Abel Ferreira à beira do campo, o alviverde retornou imponente no segundo tempo. O velho mantra “cabeça fria e coração quente” pilhou o time na etapa final e confundiu o Vasco.

A reação veio de menos se esperava. Rafael Navarro é marcado por balançar a rede em jogos contra pequenos. Neste ano, marcou contra Ituano, Tombense e Cerro Porteño. Neste domingo, deixou a marca dele contra o Vasco e abriu caminho para a reação. São três gols nos últimos quatro jogos. Contratado para assumir a função de Gustavo Scarpa, Artur fez o primeiro gol no retorno ao Palmeiras, restaurou o respeito e decretou um empate justíssimo no Maracanã.

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Marcos Paulo Lima

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