Última fronteira do Brasil na Libertadores é forjar campeão de fora da panela

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O título inédito do Botafogo na vitória por 3 x 1 contra o Atlético-MG fecha um ciclo no futebol brasileiro. Todos os 12 clubes mais tradicionais do país são campeões da Libertadores. A história começou com o pioneiro Santos e o legado foi aproveitado na ordem por Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, São Paulo, Vasco, Palmeiras, Internacional, Corinthians, Atlético-MG, Fluminense e Botafogo.

A próxima fronteira do futebol brasileiro é forjar um campeão de fora dos eixos Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Rio Grande do Sul. Um campeão de fora da panela. Houve três tentativas de títulos alternativos. O Athletico-PR amargou o vice em 2005 contra o São Paulo e em 2022 diante do Flamengo. Em 2002, o São Caetano perdeu a taça nos pênaltis para o Olimpia dentro do Pacaembu.

O desafio está nas mãos dos nordestinos. O Fortaleza está classificado para a Libertadores. O time está se acostumando a participar do principal torneio de clubes da América do Sul. Foi eliminado na fase prévia em 2023 pelo Cerro Porteño do Paraguai.  Na estreia, em 2022, acessou a fase de grupos, avançou às oitavas de final em segundo lugar atrás do River Plate e à frente de Colo-Colo e Alianza Lima, mas foi eliminado pelo Estudiantes de La Plata na etapa de mata-mata.

O Bahia disputa duas vagas para a Pré-Libertadores com o Corinthians e o Cruzeiro. O clube tenta voltar à Libertadores depois de 35 anos. Participou em 1960, 1964 e 1989. Pode se tornar o clube nordestino com mais participações se cruzar a linha de chegada no G8 no Brasileirão. O tricolor ostenta a melhor campanha de um nordestino no torneio. Caiu nas quartas em 1989.

De volta à primeira divisão em 2025, o Sport participou em 1988 e em 2009, quando alcançou as oitavas de final e caiu diante do Palmeiras. O Náutico representou o país na temporada de 1968, porém não foi além da fase de grupos na competição continental.

O Brasil teve representantes de todas as cinco regiões do país na Libertadores como Atletico-PR, São Caetano, Chapecoense, Coritiba, Fortaleza, Red Bull Bragantino, América-MG, Bangu, Criciúma, Goiás, Juventude, Náutico, Paraná, Paulista, Paysandu e Santo André, mas nenhum conseguiu furar a bolha dos 12 clubes mais tradicionais do país e ostentar o título da Libertadores.

Eis o desafio.

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Marcos Paulo Lima

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