Trinta e três minutos de parceria: como Luiz Felipe Scolari testou Hulk e Diego Costa juntos na Seleção

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O centroavante atuou duas vezes com Hulk na Seleção. Imagem: Divulgação/Atlético

A experiência de Luiz Felipe Scolari com Hulk e Diego Costa juntos na Seleção Brasileira pode servir de ponto de partida para Alexi Stival, o Cuca, unir os dois atacantes no timaço do Atlético-MG. O centroavante sergipano foi anunciado oficialmente pelo Galo depois da vitória por 2 x 0 sobre o Palmeiras. O time mineiro lidera a Série A, abriu cinco pontos de vantagem sobre o concorrente e encaminhou a conquista do título simbólico do primeiro turno.

A questão, a partir de agora, é como Cuca vai configurar o Galo com o ataque HD: Hulk e Diego Costa. Felipão testou os dois ao mesmo tempo no time durante 33 minutos em dois amistosos de 2013 da Seleção. Cuca terá todo tempo do mundo para usar como referência não somente as duas alternativas ensaiadas por Felipão, mas, também, o que Diego Simeone fez no Atlético de Madrid na temporada 2012/2013 ao usar Diego Costa e Falcao Garcia na frente.

Comecemos pela Seleção. Luiz Felipe Scolari convocou Diego Costa para os amistosos do Brasil contra Itália e Rússia em 2013 e usou os jogadores em diferentes funções. Diego Costa entrou no lugar de Fred no segundo tempo do empate por 2 x 2 com a Itália. As posições de Hulk e Diego Costa não sofreram grandes mudanças. A Seleção atuava no 4-2-3-1. Fernando e Hernanes faziam o papel de volantes. Hulk continuou aberto na direita, Neymar na esquerda, Oscar centralizado e Diego Costa no papel de centroavante no lugar de Fred.

Blog Drible de Corpo – Marcos Paulo Lima

O Brasil enfrentou a Rússia na sequência. Felipão fez outro teste. Encerrou o empate por 1 x 1 com dois centroavantes depois de ceder o empate. Diego Costa entrou no lugar de Kaká e jogou enfiado na área com Fred. Scolari abriu Neymar na direita para jogar com Daniel Alves e colocou Hulk colado  em Marcelo na ponta-esquerda. Somados os minutos em campo de Hulk e Diego Costa na Seleção temos 33 minutos. Vale a pena Cuca dar uma olhada rápida nisso.

Blog Drible de Corpo

Sugiro também ao técnico do Galo prestar atenção no Atlético de Madrid da temporada 2012/2013. Diego Simeone levou o time ao título da Copa do Rei da Espanha contra o Real Madrid usando dois centroavantes, justamente Falcao Garcia e Diego Costa. O adversário era o arquirrival Real Madrid de Sergio Ramos, Khedira, Özil, Modric, Cristiano Ronaldo e Benzema. O Atlético de Madrid venceu por 2 x 1 na prorrogação. Diego Costa e Miranda marcaram.

Atlético de Madrid campeão da Copa do Rei em 2013 com dois centroavantes. Blog Drible de Corpo

A decisão sobre os posicionamentos de Hulk e Diego Costa interessa — e muito — ao meia Nacho Fernández. O River Plate também tinha opções para atuar com dois centroavantes, mas o técnico Marcelo Gallardo raramente colocava Lucas Pratto e Borré lado a lado. Era mais comum um substituir o outro. Scocco chegou a ser outra alternativa para dentro da área.

Cuca é criativo. Lá atrás, em 2003, levou o Goiás da zona de rebaixamento ao oitavo lugar usando um ataque com dois centroavantes — Grafite e Dimba atuavam ao lado de Araújo no ataque e Danilo era o responsável por municia-los.

Portanto, Luiz Felipe Scolari, Diego Simeone, Marcelo Gallardo ou o próprio Cuca e seu Goiás de 2003 servem de inspiração para o encaixe de Hulk e Diego Costa no Atlético-MG.

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Marcos Paulo Lima

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