Tóquio-2020: à espera de Brenno, Brasil vive drama no gol pela terceira Olimpíada consecutiva

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O Brasil vive um suspense no gol pela terceira Olimpíada consecutiva. Impedido de embarcar para o Japão por ter testado positivo para covid-19 na Sérvia, onde os comandados de André Jardine venceram os Emirados Árabes Unidos por 5 x 2 no último amistoso antes da estreia contra a Alemanha no próximo dia 21, em Yokohama, o goleiro Brenno aguarda o resultado da contraprova no país do Leste Europeu para saber se continuará no elenco.

Na avaliação do departamento médico da CBF, como o reserva da Seleção Brasileira teve a doença recentemente, há expectativa de que seja caso de falso positivo. Dependendo do resultado, há possibilidade de corte devido ao tempo necessário para a quarentena.

O Brasil desembarcou no Japão com dois goleiros: Santos (Athletico-PR) e Lucão (Vasco). Se a substituição de Brenno for necessária, o nome terá de ser um jogador com idade até 24 anos. As opções seriam três: Gabriel Brazão (Oviedo), Ivan (Ponte Preta) e Cleiton (Bragantino). Como a cota de jogadores acima de 24 anos tem Santos, Daniel Alves e Diego Carlos, os também suplentes Weverton (Palmeiras) e Alisson (Liverpool) não poderiam ser chamados.

O fato é que o Brasil vive um drama na posição pela terceira edição consecutiva dos Jogos Olímpicos. No entanto, os motivos das baixas em Londres-2012 e Rio-2016 foram contusões em cima da hora, ou seja, poucos dias antes da primeira partida do Brasil no evento.

Há nove anos, Mano Menezes teve de cortar o goleiro Rafael Cabral dois dias antes da estreia contra o Egito devido a um trauma no cotovelo. O reserva Neto assumiu a posição para o torneio e Gabriel foi chamado às pressas para embarcar rumo à Inglaterra.

Antes dos Jogos do Rio-2016, a Seleção perdeu Fernando Prass. O goleiro sofreu grave lesão no cotovelo direito durante o aquecimento para o amistoso no Serra Dourada, em Goiânia, contra o Japão, e deu adeus ao sonho de disputar o torneio. Weverton foi chamado para o lugar dele e virou o herói do título ao defender pênalti na decisão contra a Alemanha.

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Marcos Paulo Lima

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