Tite pode repetir Felipão 2001 e chegar a (ou sair de) Brasília como novo técnico da Seleção Brasileira

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Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, pode repetir Luiz Felipe Scolari nesta quarta ou quinta-feira em Brasília. Há 15 anos, no dia 12 de junho de 2001, em um período tão conturbado quanto o atual, Felipão aceitou o convite da CBF para assumir a Seleção Brasileira justamente aqui na capital do país. Coincidentemente, Tite, que mantém negociação com o presidente Marco Polo Del Nero depois de três horas de reunião ontem à noite, vai passar pelo Distrito Federal nesta quarta e quinta-feira para o duelo do Corinthians com o Fluminense, pelo Brasileirão.

Em 2001, Ricardo Teixeira estava em Brasília para acompanhar as discussões do relatório da CPI da CBF/Nike, instalada na Câmara dos Deputados. Felipão era o comandante do Cruzeiro. Chegou às pressas ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, se reuniu por duas horas com o então presidente Ricardo Teixeira, em uma casa que a entidade máxima do futebol brasileiro tinha no Lago Sul, bairro nobre do Distrito Federal, assinou contrato CLT com salário de cerca de R$ 200 mil e foi apresentado logo em seguida como salvador da pátria. De fato, foi. Na primeira passagem pelo cargo, levou o Brasil à Copa do Mundo de 2002 e faturou o pentacampeonato com sete vitórias em sete jogos.

Tite tem desembarque previsto em Brasília às 22h05 desta quarta-feira. Vem ao Distrito Federal com a delegação do Corinthians para enfrentar o Fluminense nesta quinta-feira, às 20h, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Pode desembarcar no Aeroporto JK como novo técnico da Seleção Brasileira. Ou embarcar de volta para São Paulo — ou rumo ao Rio de Janeiro — oficialmente como sucessor do demitido Dunga.

Em 2001, o gaúcho Felipão assumiu a Seleção depois de três trocas de comando no ciclo para a Copa de 2002. O trabalho começou com Vanderlei Luxemburgo, passou pelas mãos do interino Candinho e chegou a Emerson Leão, que deu lugar a Felipão. Assim como em 2016, a CBF estava sob investigação da CPI. Desta vez, a largada foi com Dunga e pode acabar com Tite. A entidade novamente está sob investigação. Agora, não só da CPI, mas, principalmente, do FBI.

Na primeira passagem pelo cargo, Felipão foi um excelente escudo para Ricardo Teixeira. Tite repetirá o que fez Scolari em 2001 como subordinado de Marco Polo Del Nero e conquistará o hexa em 2018, na Rússia. Talvez, a passagem dele pelo DF comece a responder a pergunta…

Marcos Paulo Lima

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