A capacidade de improviso de Breno Bidon deu o tetra ao Corinthians. Foto: Pablo Porciucula/AFP
A final da Copa do Brasil resgatou neste domingo no Maracanã alguns recursos esquecidos em um futebol cada vez mais engessado pela obediência tática e o comprometimento dos jogadores com a função delegada pelo treinador. O campeão Corinthians e o vice Vasco ofereceram um belo espetáculo na vitória do time paulista por 2 x 1 porque nomes como Breno Bidon e Andrés Gomez foram capazes de destravar a partida.
O primeiro gol do Corinthians resgata o lançamento. Gerson, o Canhotinha de Ouro, comentarista da Rádio Tupi, deve ter ficado maravilhado com a sucessão de viradas de bola com extrema precisão. A bola parte dos pés do volante Raniele na esquerda, encontra o Matheuzinho na direita e o lateral destro aciona Yuri Alberto em profundidade com outro lançamento perfeito nas costas da defesa cruzmaltina.
A final da Copa do Brasil resgatou o drible, cada vez mais raro no futebol brasileiro. Andrés Gomes recebeu a bola do meia Philippe Coutinho na esquerda e bagunçou o sistema defensivo do Corinthians. O corte para dentro no mano a mano com André Ramalho entorta o marcador antes do cruzamento no qual a bola faz o arco até a cabeça de Nuno Moreira.
Técnicos obcecados por tornar talentos com potencial para driblar em jogadores táticos com a única missão de destruir deveriam olhar com lupa o que fez Breno Bidon no contra-ataque do gol do título do Corinthians. O improviso quebra linhas e abre clarões no campo do adversário. Jamais se deve renunciar a quem oferece esse diferencial.
Breno Bidon surpreende Cauan Bastos com um drible da vaca digno de aplausos até da torcida rival no Maracanã. O poder do improviso deixa o campo do Vasco cheio de buracos defensivos para o meia explorar. Ele aciona Matheuzinho, que lança Yuri Alberto na linha de fundo e o centroavante faz o papel de garçom para Memphis Depay anotar o gol do título.
O Corinthians é tetra da Copa do Brasil porque tem jogadores capazes de desequilibrar jogos como o deste domingo. A dupla de ataque chamou a responsabilidade. A finalização de Yuri Alberto é sensacional no lance do primeiro gol. A inteligência de Memphis Depay para acompanhar o contra-ataque e não ficar em impedimento antes do gol do título.
O maior mérito é do técnico Dorival Júnior. O Corinthians sofreu no empate por 0 x 0 com o Vasco na Neo Química Arena, mas reduziu riscos no Maracanã. O técnico cinco vezes finalista da Copa do Brasil e campeão por Santos (2010), Flamengo (2022), São Paulo (2023) e Corinthians (2025) entregou um Timão equilibrado e cirúrgico na partida de volta. Quando há organização e cada um sabe o seu papel, até jogadores limitados como Matheuzinho e medianos como Breno Bidon mudam de patamar e entregam o que a torcida quer: taça.
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