Tempo de serviço no River foi um dos trunfos de Gallardo na vitória sobre o Boca. Será também de Renato Gaúcho contra Jorge Jesus?

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O primeiro recado das semifinais da Copa Libertadores da América na vitória do River Plate sobre o Boca Juniors por 2 x 0, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, é respeito ao tempo de serviço. Serve de lição para São Paulo, Cruzeiro, Fluminense, Fortaleza e Ceará, que trocaram cinco técnicos em seis dias da quinta-feira passada até esta terça. O equivalente a um quarto dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.

Marcelo Gallardo acumula cinco anos e três meses de trabalho no River. Gustavo Alfaro tem nove meses de trabalho no Boca Juniors. Tempo suficiente para liderar a Superliga, como é chamado o Campeonato Argentino. Talvez, um prazo curto para partidas gigantes como a da noite desta terça-feira no superclássico de ida pelas semifinais da Libertadores.

Gallardo virou treinador cascudo. São 11 títulos pelo River Plate e mais um à frente do Nacional no Campeonato Uruguaio. Leva para La Bombonera boa vantagem contra o arquirrival. Pode até perder por um gol para avançar à terceira decisão em cinco edições da Libertadores. Não se menospreza uma camisa pesada como a do hexacampeão continental Boca Juniors, obviamente, mas a tarefa de Gustavo Alfaro é complicada.

O currículo do comandante xeneize não é desprezível. Levou o modesto Arsenal ao título da Copa Sul-Americana em 2007, faturou o Torneio Clausura em 2012 e a Copa Argentina em 2012/2013. Em maio deste ano, Gustavo Alfaro levou o Boca Juniors ao título da Supercopa Argentina no duelo contra o Rosário Central.

Dois lados da moeda

Marcelo Gallardo tem 5 anos e três meses de trabalho e um bicampeonato da Libertadores, mas Celso Roth, por exemplo, deu o título ao Internacional em dois meses de serviço na edição de 2010 do torneio continental: assumiu nas semifinais

O desafio, a partir de agora, é inverso ao do ano passado. Há um ano, o Boca derrotou o Palmeiras em casa por 2 x 0 e administrou o resultado no Allianz Parque sob a batuta de Guilhermo Schelotto. Desta vez, entrará em campo obrigado a devolver o placar para forçar a disputa por pênaltis. Um senhor desafio para o sucessor Gustavo Alfaro.

O River Plate venceu graças à estrela de Rafael Borré nos clássicos argentinos válidos pela Libertadores. Brilhou contra Independiente e Racing no ano passado. No Monumental de Núñez, abriu o caminho para o triunfo contra o Boca Juniors em cobrança de pênalti. Ignácio Fernández ampliou o placar. O resultado poderia até ser maior. Não seria exagero.

Trunfo de Marcelo Gallardo no Superclássico, o tempo de serviço pressiona Renato Gaúcho contra o Flamengo. O comandante do Grêmio ocupa o cargo há três anos. Assim como o colega do River, empilha títulos. São seis conquistas no período. O tricolor gaúcho parte em busca da segunda final em três anos contra um Flamengo que incrivelmente aparenta ter muito tempo de trabalho. Só que não. Embora Jorge Jesus tenha o domínio do time, o trabalho do português tem apenas três meses e faz o maior sucesso.

Conquistar a Libertadores com pouco tempo de serviço não seria novidade para Gustavo Alfaro e muito menos para Jorge Jesus. Em 2010, Celso Roth herdou o Internacional nas semifinais do torneio continental. Assumiu o cargo em 12 de junho daquele ano. Dois meses depois, era campeão depois de superar o São Paulo e o Chivas Guadalajara. O feito, não o estilo de Roth, podem servir de inspiração para Alfaro na tentativa de virada contra o River; e para Jesus no início do combate com Renato Gaúcho.

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Marcos Paulo Lima

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