O Flu de Zubeldía venceu com autoridade. Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC
A maior goleada sofrida pelo técnico Hernán Crespo na carreira de técnico foi 5 x 1 pelo Al-Duhail do Catar diante do Al Nassr de Cristiano Ronaldo na Liga da Arábia Saudita. O Fluminense atualizou o retrospecto com requintes de crueldade ao impor 6 x 0 na noite desta quinta-feira no Maracanã pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Não acontecia por essa diferença desde a Série A de 2001:
Falo em requintes de crueldade porque o técnico do Fluminense é ex do tricolor paulista. Saiu para a chegada de Crespo. Impressiona o senso de urgência de Zubeldia. Entendeu rapidamente a situação do Fluminense na saída de Renato Gaúcho. Acelerou processos e fez do Maracanã o forte do time das Laranjeiras. Não perde no estádio como mandante: oito vitórias. Nem mesmo para o sócio Flamengo, com quem divide a gestão da principal arena do país.
Crespo é vítima do caos anunciado à frente do São Paulo. A campanha na Libertadores mascarava a crise. A eliminação diante da Liga Deportiva Universitária nas quartas de final deixou o clube desorientado dentro e fora das quatro linhas.
O discurso sem noção culpa Crespo. O pés no chão lista os pacientes do departamento médico: Juan Dimeno, Luan Santos, Ryan Francisco, Wendell, Oscar, Lucas Moura, André Silva, Enzo Díaz, Robert Arboleda, Rodriguinho e Jonathan Calleri. Não citei os suspensos Sabino e Rafael. Como escalar um time minimamente confiável diante de tantas contusões?
O Fluminense está na Libertadores via Brasileirão. Foi vice-campeão do Carioca, está nas semifinais da Copa do Brasil, encerrou a Copa do Mundo de Clubes da Fifa entre os quatro melhores, como o inglês Chelsea, o francês Paris Saint-Germain e o espanhol Real Madrid.
O São Paulo amarga um fim de ano terrível. Era uma vez o soberano na Libertadores. Flamengo e Palmeiras decidem neste sábado qual será o primeiro time brasileiro tetra do continente. Os seis títulos brasileiros estão cada vez mais distantes do iminente enea do Flamengo. O Palmeiras ostenta 12 taças nas contas da CBF.
É grave a crise no MorumBis e ela deve servir de lição para que clubes posicionados na crista da onda não cometam o pecado da soberba. Ah, mas isso não é possível, dirão os flamenguistas, palmeirenses, cruzeirenses, botafoguenses, atleticanos e outros torcedores de times com rico dinheirinho no caixa ou bancado por mecenas. Um lembrete: veja o que era o todo-poderoso Manchester United e o que virou.
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