José Mourinho e sua mais nova taça europeia: a Confederence League. Foto: Ozan Kose/AFP
José Mourinho não vive fase encantada na carreira. Teve dias melhores. Muito melhores, diga-se de passagem. Rivalizou por um bom tempo com Pep Guardiola no Campeonato Espanhol e na Champions League. Mas é preciso tirar o chapéu para Special One. Aliás, Special Five depois da conquista da Conference League por 1 x 0 contra o Feyenoord. Ganhou dois título europeus pelo Porto, um com a Internazionale, outro no Manchester United e agora pinta o novo torneio da Uefa com as cores da Roma.
O português de 59 anos é o primeiro técnico a ostentar no currículo todos os três títulos continentais de clubes possíveis em vigor na Europa: Champions League, Europa League e Confederence League. Os mais exigentes dirão que falta ganhar a Supercopa da Uefa. Sim, ele foi vice três vezes do duelo que opõe os vencedores da Champions e da Europa League. Perdeu o título com Porto (2003). Chelsea (2013) e Manchester United (2017).
Azar de alguns, sorte da Roma. O clube italiano finalmente conquista um título com selo Uefa. O clube havia batido na trave na final da Champions League contra o Liverpool, em 1984. Amargou o vice diante da Internazionale em 1990/1991 na decisão da Europa League. O título de 1960/1961 na Copa das Cidades com Feiras organizada pela Uefa, contra o Birmingham, no Estádio Olímpico, era a melhor recordação até a conquista inédita de hoje.
A Roma é a quinta maravilha de José Mourinho. A coleção de conquistas começa na temporada 2002/2003. Diante de 52.792 pagantes, o Porto derrotou o Celtic por 3 x 2 no Estádio La Cartuja, em Sevilla, na final da Copa da Uefa, atual Europa League. Era o Porto de Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Deco, Costinha, Maniche e Alenichev; Derlei e Capucho.
A base do time foi mantida para a conquista seguinte. O Porto desbancou o Monaco na final da Champions League de 2004, na Arena Schalke, em Gelsenkirchen. No total, 53.053 pagantes viram Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Pedro Mendes, Maniche e Deco; Carlos Alberto e Derlei comandaram o triunfo por 3 x 0 sobre o time francês na segunda decisão continental da carreira de Mourinho.
A terceira demorou seis temporadas. Veio com direito a triunfo nas semifinais contra o Barcelona, de Pep Guardiola, no Camp Nou, e triunfo por 2 x 0 contra o Bayern de Munique em um Santiago Bernabéu tomado por 73.490 espectadores. O timaço de Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel e Chivu; Stankovic, Zanetti, Cambiasso e Sneijder; Eto’o Milito e Pandev deu a volta olímpica na capital espanhola.
José Mourinho não conquista título europeu desde 2016/2017. Naquela temporada, o Manchester United superou o Ajax por 2 x 0 na final da Europa League. Era o time de Sergio Romero; Valencia, Smalling, Blind e Damian; Herrera, Fellaini, Pogba, Mata e Mkhitaryan; Marcus Rashford. Os Diabos Vermelhos ergueram o troféu na Friends Arena, em Solna, na Suécia, com 46.961 espectadores.
A quinta maravilha de José Mourinho é a Roma. Contratado para mudar o patamar do clube, amargou derrota por 6 x 1 para o Bodo/Glimt, da Noruega, na fase de grupos, empatou por 2 x 2 dentro de casa com o mesmo adversário, mas conseguiu avançar em primeiro lugar ao mata-mata. Dali em diante, trilhou o caminho para a conquista inédita superando Vitesse, vingando-se do Boda/Glimt nas quartas de final por 5 x 2 no agregado, eliminando o Leicester City e finalmente derrotando o Feyernoord no último capítulo da saga. Rui Patrício; Mancini, Smalling e Ibañez; Kasdorp, Mkhitaryan, Cristante e Zalewski; Zaniolo e Lorenzo Pellegrini; Tammy Abraham entram para a galeria de heróis da primeira glória padrão Uefa da Roma.
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