Semifinalistas da UCL, Barça e PSG provam que há vida sem Messi e Neymar

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Aos trancos e barrancos, o Barcelona prova que há vida sem Lionel Messi. O time catalão está nas semifinais da Liga dos Campeões da Europa pela primeira vez desde a saída do maior ídolo do clube, em agosto de 2021. Foram necessárias quatro temporadas.

Em 2021/2022 e em 2022/2023, o Barcelona caiu na fase de grupos. Na edição de 2023/2024, alcançou as quartas de final. Nesta, retorna às semifinais com sorriso amarelo. A trupe de Hansi Flick ostentava vantagem de 4 x 0 construída no Estádio Olímpico.

Na volta, perdeu por 3 x 1 nesta terça-feira e tomou muitos sustos. Houve momentos em que a torcida temeu pelo pior, ou seja, encarar uma prorrogação. Nem o gol contra do argelino Ramy Bensebaini serviu de calmante.

O Barcelona não era semifinalista desde a temporada de 2018/2019. Só não decidiu o título por causa de uma amarelada histórica. Com Messi e companhia, abriu 3 x 0 no Camp Nou e tomou 4 x 0 do Liverpool, em Anfield Road, em uma virada épica do time inglês.

Raphinha não foi o mesmo das partidas anteriores. Vacilou e foi ultrapassado por Serhou Guirassy na artilharia. O jogador nascido em Guiné tem 13 gols contra 12 do brasileiro e 11 de Lewandowski. Como o concorrente está eliminado, os atacantes do Barça têm pelo menos mais dois jogos para ultrapassá-lo.

O Paris Saint-Germain também gosta de viver perigosamente. O time francês havia derrotado o Aston Villa por 3 x 0 na partida de ida, no Parque dos Príncipes. Na volta, perdeu nesta terça-feira por 3 x 2, na Inglaterra, mas está entre os quatro graças ao placar agregado: 5 x 4.

No caso do PSG, é a primeira semifinal desde a saída de Neymar. Comprado por 222 milhões de euros na transação mais cara da história do futebol, o jogador eleito número 3 do mundo em 2015 levou o time ao vice na temporada de 2019/2020 e caiu nas semifinais em 2020/2021. Foi desbancado pelo Manchester City. O PSG não ficou entre os quatro quando reuniu Mbappé, Messi e Neymar sob o mesmo teto.

O PSG do trio dos sonhos virou o time do trio de ataque operário. Barcola, Dembélé e Kvaratskhelia são os condutores do sonho. Doué também ccstuma fazer parte do trio ofensivo. O talento está mais concentrado no meio de campo. O trio ibérico formado pelos portugueses João Neves e Vitinha e pelo espanhol Fabián Ruiz é invejável, assim como a boa dupla de laterais formada por Hakimi na direita e Nuno Mendes na esquerda.

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Marcos Paulo Lima

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