Renato Gaúcho leva o Grêmio mais uma vez às semifinais: quatro anos de trabalho. Foto: Lucas Uebel/Grêmio
As semifinais da Copa do Brasil premiam o tempo de serviço. Renato Gaúcho comanda o Grêmio desde setembro de 2016, ou seja, há pouco mais de quatro anos. Fernando Diniz ultrapassou a barreira de um ano à frente do São Paulo. Lisca tem 10 meses de trabalho no América-MG. Abel Ferreira é o ponto fora da curva entre os candidatos ao título. Assumiu a prancheta alviverde em 30 de outubro. Nem deu tempo de festejar “mesversário”.
Tempo de trabalho também faz diferença em mata-mata. No ano passado, Rogério Ceni assumiu o Cruzeiro às pressas para o duelo de volta com o Internacional e não conseguiu impedir a eliminação nas semifinais. Desta vez, caiu diante do São Paulo nas quartas de final da Copa do Brasil. Ao contrário do ano passado, comandou o time nas duas partidas.
O Internacional também trocou de técnico. Eduardo Coudet se mandou para a Espanha. Abel Braga perdeu o jogo de ida para o América-MG, deu o troco no Independência, mas o time colorado caiu na decisão por pênaltis. O tempo de trabalho também fez a diferença.
Abel Ferreira está nas semifinais graças ao caminho encurtado pelo interino Andrey Lopes, o Cebola. Vale lembrar que ele deixou o time pronto para o técnico português resolver a série logo na primeira partida ao golear o Ceará por 3 x 0, no Allianz Parque. Na volta, administrou o resultado, arrancou empate por 2 x 2, no Castelão, e está nas semifinais.
O longevo Renato Gaúcho comanda o Grêmio desde setembro de 2016, quando iniciou a arrancada para o título da Copa do Brasil contra o Atlético-MG. Conhece bem a competição. Classifica o Grêmio para as semifinais pela terceira vez em quatro anos. Para completar, bateu de frente com um Cuiabá que viu o tempo de trabalho investido em Marcelo Chamusca ir para o ralo. O treinador foi contratado pelo Fortaleza para substituir Rogério Ceni. Allan Aal assumiu em cima da hora. Não comandou o time sequer no jogo de ida. A troca custou caro.
A Copa do Brasil pode premiar o tempo de trabalho, desde que Renato Gaúcho, Fernando Diniz e Lisca permaneçam nos respectivos cargos até dezembro, ou consagrar o primeiro técnico estrangeiro campeão do mata-mata nacional. Nunca antes na história desse país um gringo ousou vencer a segunda competição mais importante — e mais milionária — do país.
O triunfo do São Paulo sobre o Flamengo é justo, mas sigo achando o time tricolor bipolar. Ainda não é confiável. O Grêmio deitou e rolou contra o surpreendente Cuiabá. Um dia o pó mágico do time do Mato Grosso chegaria ao fim. O Palmeiras matou o duelo com o Ceará logo na primeira partida. O América-MG, sim, é a surpresa entre os quatro.
Numa Copa do Brasil que insiste em matar a zebra, o Coelho tem a chance de repetir os feitos de Criciúma (1991), Santo André (2004) e Paulista (2005), campeões do torneio quando figuravam na segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Um time da segunda divisão não alcança a final da Copa do Brasil desde o Corinthians, de Mano Menezes, em 2009.
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