EUA e Inglaterra lideram movimento por Árbitro de Vídeo na Copa do Mundo feminina; Brasil apoia

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Maior inovação da Copa da Rússia, o uso do Árbitro de Vídeo (VAR na sigla em inglês) começa a ser reivindicado para o Mundial feminino de 2019. Os técnicos das seleções dos Estados Unidos e da Inglaterra lideram o movimento. Entrevistado pelo blog sobre o tema, o comandante da Seleção Brasileira, Oswaldo Alvarez, o Vadão, também defende a implantação do recurso na competição do próximo ano, na França.

A primeira manifestação pelo uso do VAR na Copa do Mundo feminina partiu da treinadora dos Estados Unidos, Jill Ellis. Indignada depois de ter três gols anulados em um amistoso contra o Chile, em setembro, ela fez um discurso veemente contra a Fifa. Um dos argumentos dela é o risco de desigualdade de gênero. “Se eles (homens) merecem (o VAR), nós também. Não termos essa oportunidade seria um insulto. O nosso jogo, a nossa entrega, a nossa intensidade e a nossa motivação estão no mesmo nível”, afirmou a comandante da seleção recordista de títulos na Copa do Mundo. Os EUA são tricampeões: 1991, 1999 e 2015.

Classificado para o Mundial, o técnico da Inglaterra, Phil Neville, reforça o pedido. “É importante que o futebol feminino tenha o VAR, mas não é o mais importante. A prioridade é que os árbitros que apitem o Mundial feminino sejam de alto nível. Que homens apitem? Não! Quero ver mulheres apitando.  Isso é o correto.^

“Eu gostaria, sim, que tivesse (VAR). Acho importante. É uma evolução e o jogo não fica tão a mercê do árbitro”

Vadão, técnico da Seleção Brasileira

O blog conversou com o técnico da Seleção sobre o tema. O Brasil é uma das 15 seleções classificadas para a Copa. Vadão também defende o uso do VAR. “Eu gostaria, sim, que tivesse. Eu acho importante. Tira uma série de dúvidas, é uma evolução, e o jogo não fica tão a mercê do árbitro. Às vezes, existe o erro e o árbitro não consegue enxergar. Em campeonato eliminatório, um erro do árbitro tira você do Mundial. Acho que seria importante”, opina.

Vadão não sabe se a Fifa colocará o assunto em pauta antes do sorteio dos grupos da Copa da França, em 8 de dezembro. Entretanto, deixa claro que, independentemente da discussão do assunto, é favorável ao uso do VAR no futebol feminino. “Que eu saiba, até agora, não houve discussão sobre isso, até porque as Eliminatórias não terminaram. Os Estados Unidos, por exemplo, ainda não disputaram. A Inglaterra acabou de se classificar. Não houve nem o sorteio dos grupos. Isso está meio parado. Mais para a frente, haverá reunião na França”.

Das 24 vagas para a Copa, 15 estão preenchidas 
Europa – França (anfitriã), Espanha, Itália, Inglaterra, Escócia, Noruega, Suécia e Alemanha
Ásia – China, Tailândia, Austrália, Japão e Coreia do Sul
América do Sul – Brasil e Chile

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Marcos Paulo Lima

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