Sede em Aruba e apoio à causa das iranianas: conheça a história do avião que levou a Seleção para a Copa do Mundo Feminina

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Avião pertence à companhia Comlux, com sede na Suíça e sucursal em Aruba. Foto: Thomas Ranner/Divulgação

Fretado pela CBF para levar a Seleção de Brasília a Brisbane, com escala no aerporto Papeete, no Taiti, para abastecimento, a aeronave decolou do Juscelino Kubitschek às 5h28 da madrugada desta segunda-feira rumo à Copa do Mundo Feminina e pertence à companhia Comlux, com sede na Suíça e filial em Aruba. A documentação é vinculada à pequena ilha do Caribe. Parceira da entidade máxima do futebol, a GOL respondeu ao blog que não faz rotas para a Austrália. Daí a necessidade do aluguel. Os sócios da firma são Richard Gaona, Joseph Huber e Arnaud Martin.

A Seleção partiu rumo à Copa em voo fretado pela primeira vez em nove edições. A estimativa total do deslocamento até Brisbane é de 25 horas. De lá, a delegação ainda vai encarar viagem de ônibus até Gold Coast, cidade escolhida por Pia Sundhage para abrigar a pré-temporada.

A aeronave é um Boeing 787-8 Dreamliner — matrícula P4-787. Os hangares do avião ficam em Madrid, na Espanha, e em Buenos Aires, na Argentina. O avião veio da Europa e ficou parado no país vizinho antes de partiu de Ezeiza para Brasília no último domingo. Fabricado em 2013, tem permissão para receber até 243 passageiros com assentos de classe econômica e executiva. Embarcaram 26 atletas e 31 membros da comissão técnica. Entre os serviços de bordo estão conexão wi-fi.

A aeronave é customizada com mensagens de apoio à luta das mulheres árabes, especialmente as iranianas, escritas em língua inglesa. “Nenhuma mulher deve ser forçada a cobrir a cabeça”, “Nenhuma mulher deve ser morta por não cobrir a cabeça” e “nenhum homem deve ser enforcado por dizer isso”. As iranianas reinvindicam direito à liberdade. No fim do ano passado, a questão virou um dos assuntos principais na Copa do Mundo masculina disputada no Catar.

Há pinturas na cauda em referência a dois ativistas contra o regime autoritário do país do Oriente Médio: Mahsa Amini foi morta depois de comprar a briga das mulheres no Irã. Na outra banda aparece a imagem de Amir Nasr-Azadani. O jogador de futebol profissional endossou a luta das iranianas e escapou da pena de morte.

Do lançamento, em 2013, até 2021, o avião pertenceu à companhia AeroMexico. Além do Boeing 787-8 Dreamliner, a empresa tem como opções um Airbus A330-200 e um Boeing 767-200 para o transporte de passageiros. Clique aqui para acompanhar a viagem em tempo real.

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Marcos Paulo Lima

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