São Paulo do presente lembra um pouquinho o Flamengo que ficou para trás

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O maior pecado do Flamengo no período anterior à chegada de Jorge Jesus era dominar os adversários, sufocá-los e não lacrá-los usando uma das expressões da moda. O colega Mauro Cezar Pereira dos canais ESPN costumava definir o ataque rubro-negro como arame liso nas passagens de Muricy Ramalho, Zé Ricardo, Reinaldo Rueda, Paulo César Carpegiani, Maurício Barbieri, Dorival Júnior e Abel Braga pelo cargo no período de 2016 ao início de 2019. Havia muita posse de bola, trocas de passe e superioridade quase sempre estéril sobre os rivais.

O diagnóstico do São Paulo neste início de temporada é justamente a semelhança com aquele Flamengo de pouco tempo atrás. O time comandado por Fernando Diniz tem a bola, volume de jogo, mas peca absurdamente na conclusão dos lances criados. Foi assim na derrota para o Binacional na estreia tricolor na Libertadores: 18 finalizações e uma mísera bola na rede.

Impossível, óbvio, exigir muito de um time de futebol na altitude de 3.850m em Juliaca, no Peru, mas é possível cobrar o desperdício de gols no primeiro tempo. Alexandre Pato fez um ao abrir o placar, porém, o São Paulo abusou de perdera chance de “lacrar” o Binacional no primeiro tempo e especular na etapa final, quando todos nós sabíamos que faltaria fôlego ao São Paulo. O próprio Pato, Antony e Pablo não tiveram o capricho suficiente para decretar a goleada e administrar o resultado no restante da complicada partida.

Considero o São Paulo um dos times que mais evoluiu neste início de temporada. O nível do futebol tricolor melhorou e crescerá mais na temporada. No entanto, é importante pontuar que não dá para jogar bem durante 45 minutos como tem sido no Paulistão e no início da caça ao tetra na Libertadores. A queda de rendimento no segundo tempo cobra caro. Pune, como diria o ex-técnico Muricy Ramalho. Desperdiçar tantos gols, então, cobra recuperação contra os temidos LDU, River Plate e o próprio Binacional no Morumbi.

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Marcos Paulo Lima

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