Acima, Trezeguet celebra o gol do título do River na Série B 2012. Abaixo, o Palmeiras campeão da segundona em 2013
O título da Libertadores tem sido o símbolo da volta por cima para clubes de ponta rebaixados no século. Corinthians, Atlético-MG e Grêmio, por exemplo, conquistaram a América depois do constrangimento da queda para a segunda divisão. Adversários nesta terça, às 21h30, em Avellaneda, no início das semifinais, River Plate e Palmeiras também passaram pelo vexame e sonham com a taça como trampolim para o Mundial de Clubes do Qatar, em fevereiro. O clube argentino não conquista o planeta desde 1986. O brasileiro jamais faturou o troféu.
Rebaixado em 2011 para a segunda divisão, o River Plate deu início ao processo de reconstrução com a conquista da Primera B Nacional — a Série B — sob a conquista do técnico Matías Almeyda na temporada 2011/2012. Dali em diante, o clube voltou a ser gigante e a incomodar nos torneios internacionais. O segundo passo foi ganhar o Campeonato Argentino de 2014 no duelo com o San Lorenzo. Ramón Díaz brindou os millonarios com o título.
A era Marcelo Gallardo consolidou o processo de reconstrução do River Plate. O clube começou a empilhar troféus. Em 2014, arrematou a Copa Sul-Americana. No ano seguinte, abocanhou Recopa Sul-Americana, Libertadores e a Copa Suruga Bank. Em 2016, o time levou o bicampeonato da Recopa. Em 2017, a Copa Argentina. O ano de 2018 foi uma espécie de ano da graça, com mais um título da Libertadores — contra o arquirrival Boca Juniors — e a Supercopa da Argentina. Em 2019, o River perdeu a final continental para o Flamengo, mas acrescentou na sala de troféus a Copa Argentina e o tricampeonato da Recopa Sul-Americana.
Tetracampeão da Libertadores, o River Plate tem apenas um título mundial. Superou o Steaua Bucaresti da Romênia na decisão de 1986, em Tóquio. O time retornou outras vezes ao torneio, mas amargou três vices em 1996 contra a Juventus, em 2015 diante do Barcelona e em 2018 nem chegou à final. Foi eliminado nas semifinais pelo Al-Ain dos Emirados Árabes. Obsessivo, Marcelo Gallardo ainda não tem o título mundial pelo River. É o único que falta.
O Palmeiras caiu duas vezes para a segunda divisão. A primeira, em 2002. Dez anos depois, amargou novamente a tragédia. Rebaixado no ano em que conquistou a Copa do Brasil, voltou maior. Assim como o River Plate, não teve vergonha de conquistar duas vezes a Série B nas edições de 2003 e 2013. Foram as senhas para glórias maiores.
A guinada começou com a conquista da Copa do Brasil em 2015 e dois títulos do Brasileirão praticamente em sequência nas versões de 2016 e 2018. Na temporada 2020, saiu da fila de 12 anos no Paulistão, está na final da Copa do Brasil e duela com o River Plate nas semifinais da Libertadores. Apesar da chance de 1% de título, o time também está vivo no Brasileirão.
É Impossível negar, porém, a maior ambição do Palmeiras e da torcida que canta e vibra. Sem êxito na insistência pelo reconhecimento da Fifa da Copa Rio de 1951 como título mundial, o alviverde sonha com a volta à Copa do Mundo de clubes há 21 anos. A única presença no torneio aconteceu em 1999. Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, perdeu a final para o lendário Manchester United liderado por sir Alex Ferguson.
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