Anderson Barros é um dos radares de Leila Pereira no mercado sul-americano. Foto: Cesar Greco/Palmeiras
A uma vitória contra o Deportivo Táchira nesta terça-feira, no Allianz Parque, para estabelecer a melhor campanha da história na fase de grupos da Libertadores, o Palmeiras adota faz tempo uma estratégia que deveria ser observada com mais atenção pelos demais times. Enquanto concorrentes como o Flamengo e o Corinthians investem o rico dinheirinho em refugos ou veteranos do futebol europeu, o time alviverde mantém o radar antenado em oportunidades nem sempre visíveis nas prateleiras e vitrines das Américas.
Enfrentar o Palmeiras em torneio continental virou uma espécie de peneira. Observadores alviverdes parecem treinados pelo diretor de futebol Anderson Barros para captar talentos nos países vizinhos. Recém-contratado, o atacante Miguel Merentiel é mais um deles. Não caiu de paraquedas no Allianz Parque. Enfrentou o alviverde três vezes em competições continentais. Vestia a camisa do Huracán nas oitavas de final da Libertadores de 2019. Dois anos depois, foi um dos cobradores de pênalti do Defensa Y Justicia, na Arena BRB Mané Garrincha, pela Recopa Sul-Americana. Coincidência ou não, ele acaba de reforçar o elenco comandado pelo técnico Abel Ferreira.
A estratégia é essa antes mesmo da chegada de Merentiel. O zagueiro Gustavo Gómez foi era observado desde as passagens por Libertad e Lanús. Emprestado pelo Milan, passou de oportunidade a realidade e virou xerife da defesa. O lateral-esquerdo Matias Viña veio do Nacional, do Uruguai, brilhou no Palmeiras e rapidamente virou dinheiro. Deixou o clube por 13,8 milhões de euros. Saiu um e chegou outro. Joaquín Piquerez veio do Peñarol para assumir a posição. Ele virou um dos versáteis homens de confiança de Abel Ferreira.
6 reforços recentes do Palmeiras vieram de países vizinhos na Era André Barros: Vinã, Kuscevik, Emperour, Piquerez, Atuesta e Merentiel
A rede de olheiros do Palmeiras também pinçou o zagueiro chileno Benjamin Kuscevic na Universidad Católica, Brigou para ter Eduard Atuesta. O meia colombiano, com passagem pelo Independiente Medellín, estava no Los Angeles FC,franquia da Major League Soccer.
O foco do Palmeiras no mercado sul-americano é antigo e consolidado. Há erros e acertos, claro. Nem todo reforço cai nos braços da torcida. Yerry Mina foi sucesso. Alione e Cristaldo nem tanto. Miguel Borja viveu altos e baixos, assim como o meia Alejandro Guerra.
O fato é que os olhos do Palmeiras estão voltados para a América do Sul. O adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã. A viabilidade de investimento em um talento revelado em algum país vizinho é maior do que a possibilidade de cruzar o Oceano Atlântico para buscar medalhão na Europa. Competir com a política consolidada do Palmeiras não é tarefa fácil.
Os concorrentes que lutem e corram atrás.
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