Por que Jhon Jhon serve ao Bragantino, mas não seduz os ricos do futebol brasileiro?

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O mercado da bola produz resenhas e discussões de boteco intermináveis e de difícil consenso. Veja o caso do meia-atacante Jhon Jhon, autor de dois gols na vitória do Red Bull Bragantino contra o Corinthians pela segunda rodada do Campeonato Paulista. Ricaços do futebol brasileiro, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo miram nos “elefantes” Thiago Almada, John Arias, Gerson e Lucas Paquetá, mas ignoram “formiguinhas” como o camisa 10 do time paulista bancado pela multinacional austríaca de bebida energética.

Revelado pelo Palmeiras, o jogador tem 23 anos. Nasceu em 9 de setembro de 2002. Em vez de respeitar o processo e aguardar a evolução do jogador, o time alviverde preferiu vendê-lo precipitadamente ao Red Bull Bragantino em 2024 por 4,1 milhões de euros. Lá, assumiu a camisa 10.

Segundo dados do SofaScore, Jhon John encerrou a temporada passada em segundo lugar no ranking dos passes decisivos por jogo com média de 2,8. Na prática, isso significa que ele deixa um companheiro em condição de fazer gol quase três vezes a cada partida. A estatística é relevante em tempos de blocos de marcação cada vez mais justos, compactos.

Para você ter uma ideia, o português Bruno Fernandes do Manchester United lidera o quesito com 3,1 por jogo nesta temporada da Premier League. Kylian Mbappé do Real Madrid é o primeiro no Espanhol com 2,7. No Brasileirão, Jhon Jhon só ficou atrás de Alan Patrick do Internacional, cuja média foi 3,3.

Jhon Jhon entrega assistências. Terminou em sexto lugar no último Brasileirão com sete passes convertidos em gol. Perdeu para Arrascaeta (14), Kaio Jorge e Paulo Henrique (8). Empatou com Matheus Pereira e Alan Patrick, todos com sete.

O camisa 10 do Red Bull Bragantino oferece passes, assistências, mas também entrega fintas, um fundamento essencial para quebrar linhas nas ações ofensivas. Jhon Jhon foi o segundo colocado em dribles certos por jogo em 2025 com média de 2,5 dribles por partida, atrás apenas do lateral-direito Paulo Henrique do Vasco com média de 2,6.

Último dado: Jhon Jhon terminou a última edição do Brasileirão em oitavo lugar no ranking das participações em gols. As 17, ao lado de Wilian José, foram superadas por Arrascaeta (32), Kaio Jorge (29), Vitor Roque (19), Reinaldo (19), Pedro (18) e Alan Patrick (18). Ah, ele também fez um gol de falta.

Apresentei todas essas estatísticas para encerrar com uma constatação e uma pergunta. Os nomes do colombiano John Arias e do argentino Thiago Almada rondam o noticiário do Palmeiras. Repatriar Lucas Paquetá virou obsessão do Flamengo. O Cruzeiro despejou um dinheirão na conta do Zenit São Petersburgo, da Rússia. O Corinthians só tem Garro. O Vasco, Philippe Coutinho. Atlético-MG, Santos e outros contam com um jogador desse perfil.

Resumindo o debate de boteco em uma pergunta antes de tomar a última limonada suíça e pedir a conta: Por que Jhon Jhon serve para o Red Bull Bragantino e para o Zenit, interessado em desembolsar 18 milhões de euros no camisa 10, e os ricaços Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Botafogo não se interessam pelo autor de 13 gols em 11 assistências na temporada de 2025? Talvez porque ele não esteja na Europa. Assim é o mercado maluco do futebol brasileiro…


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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Análise tática Brasileirão Camisa 10 Estatísticas no futebol Futebol brasileiro Jhon Jhon mercado da bola Palmeiras Transferências Red Bull Bragantino

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