Pela segunda vez, em três anos, a Copinha só tem times paulistas nas semifinais

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Pela terceira vez, em dois anos, a Copa São Paulo de Futebol Júnior, carinhosamente chamada de Copinha, está restrita aos clubes paulistas nas semifinais. Com a eliminação do Flamengo pelo Corinthians na noite desta quinta-feira, por 2 x 1, na Arena Barueri — na “revanche” da decisão do ano passado —, os quatro candidatos ao título são: Juventus, Batatais, Paulista e o favoritaço Corinthians. Recordista de títulos, o alvinegro parte rumo ao deca.

As semifinais de 2015 também reuniram apenas clubes paulistas. Na época, o Botafogo, de Ribeirão Preto, desbancou o Palmeiras, de Gabriel Jesus, em uma semifinal. Na outra, o São Paulo foi goleado por 3 x 0 pelo Corinthians, que conquistou o título em cima do Botafogo. Semifinais apenas com paulistas não era normal antes de 2015. De 2007 a 2014 havia ao menos um penetra de outro estado. Em 2006, as semifinais foram surpreendentes, reunindo quatro zebras paulistas: Comercial, Juventus, América e Grêmio Barueri.

O duelo entre Corinthians e Flamengo foi um dos melhores jogos da Copinha. Na minha opinião, são dois timaços. Impressionante a quantidade de chances criadas, principalmente, no primeiro tempo. Na segunda etapa, o gramado molhado pesou.

Ao Flamengo, resta pensar com carinho na promoção de Vinícius Júnior ao elenco profissional. O moleque é bom de bola. Longe de mim compará-lo a Lionel Messi, mas o argentino estreou no time profissional do Barcelona com 17 anos e quatro meses, em 16 de outubro de 2004, contra o Espanyol, no Cornelia-El Prat.

O intercâmbio de Messi com Deco, Ronaldinho Gaúcho, Eto’o, Puyol, Rafa Márquez, Deco e outros medalhões da época foi importante para o amadurecimento de Messi. Certamente não é hora de Vinícius Júnior virar titular, mas treinar com os marmanjos, aprender um pouco com a experiência de Diego, Conca e Guerrero e ter um bom acompanhamento psicológico pode ser um bom investimento em 2017.

O técnico Gilmar Popoca tem um papel importantíssimo na formação de Vinícius Júnior. Ele sentiu na pele a badalação de ser apontado como sucessor de Zico. Experiente, fez o garoto aprender a esperar a oportunidade sentadinho no banco de reservas no início da Copinha.

Usar Vinícius Júnior no Campeonato Carioca e na Primeira Liga, por exemplo, pode ser uma saída para lapidar o menino e deixar a torcida curtir um pouquinho a promessa. Do contrário, o Flamengo corre o risco de ver a sua joia escapar entre as mãos sem jamais ter vestido a camisa do time profissional. Um risco para um clube que tem histórico de desperdiçar talentos da base. Marcelinho Carioca, Djalminha e Paulo Nunes, por exemplo, foram brilhar bem longe da Gávea. A multa de 30 milhões de euros (R$ 102 milhões) para venda de Vinícius Júnior é caríssima para a nossa realidade. Nas contas dos clubes de ponta da Europa é pouquinho…

Depois da derrota para o Corinthians, Vinícus Júnior não escondeu o sonho. “Eu preferia sair com o título, mas vamos trabalhar bastante para dar tudo certo durante o ano. Eu penso, sim, em um lugar no (elenco) profissional. Essa é minha meta do ano. Foi uma competição muito boa para mim. Tenho que seguir trabalhando”, afirmou.

Marcos Paulo Lima

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