Padrão de excelência do Palmeiras lembra aquele do Boca Juniors de Carlos Bianchi

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Havia uma espécie de “Palmeiras” na América do Sul na virada e início do século 21: era o Boca Juniors do técnico Carlos Bianchi. Sob o comando dele, o time argentino chegou a quatro finais da Libertadores em cinco edições e conquistou três títulos em 2000, 2001 e 2003. Perdeu o título de 2004 nos pênaltis contra o surpreendente Once Caldas no encerramento de um ciclo extraordinário.

Passaram pela prancheta de Carlos Bianchi peças como Riquelme, Palermo, Schelotto e Tévez. Ele inventou e reinventou o time. Havia um padrão de excelência. Uma mentalidade vencedora elevadíssima. Não era fácil derrotar o Boca Juniors nas competições da Conmebol. O argentino tinha o elenco na palma das mãos.  Fazia dele o que desejava.

Qualquer semelhança com o Palmeiras de Abel Ferreira não é mera coincidência. A virada contra o Barcelona de Guayaquil, no Allianz Parque, não deixa dúvida. Campeão de duas das últimas três edições e semifinalista em quatro das últimas cinco versões, o time paulista virou um placar adverso de 2 x 0 para 4 x 2 com imensa facilidade no segundo tempo.

Mais do que mostrar à América do Sul o poder alviverde contra um clube vice-campeão em 1990 e 1998 e semifinalista de duas das últimas seis Libertadores, Abel Ferreira mandou recado de que não será fácil desbancar o Palmeiras. Sim, o Athletico-PR conseguiu na temporada passada, em São Paulo, mas a trupe liderada pelo português parece cada vez melhor, mais forte e extremamente competitiva mesmo em duelos da fase de grupos.

As armas do Palmeiras são infalíveis, repetitivas, mas cirúrgicas. A cobrança de escanteio de Raphael Veiga na cabeça do excelente Gustavo Gómez iniciou a reação. Liso, Dudu arrumou uma confusão dentro da área e Piquerez acertou um chutaço para empatar. Veiga novamente cruzou para a área e Arthur, posicionado do outro lado, aproveitou a pressão para virar a partida. O brasiliense Endrick ainda entrou em campo para aproveitar um rebote e fazer o quarto com o gol escancarado para ele. Foi só estufar a rede e comemorar.

Uma virada com o padrão de excelência do Palmeiras. Um osso duro de roer nos torneios sul-americanos. Exatamente como era aquele aquele Boca Juniors de Carlos Bianchi. Dois times respeitados. Ambos marcaram época. Cada um com estilo próprio. O time argentino ganhou a Libertadores três vezes de 2000 a 2004. O alviverde acumula dois em três edições e briga pelo terceiro. O recado foi dado na virada épica contra o Barcelona.

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Marcos Paulo Lima

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