Profeta pode ser o segundo jogador que mais defendeu o tricolor na "Liberta". Foto: Rubens Chiri/São Paulo
Anunciado neste sábado como reforço do São Paulo, o meia Hernanes fala em realizar o sonho de conquistar a Copa Libertadora da América na terceira passagem pelo clube do coração. O desafio do ídolo tricolor é trocar aquele papel de coadjuvante nas edições de 2008, 2009 e 2010 do torneio pelo protagonismo em 2019. Os números dele na competição continental são discretos: dois gols em 29 jogos. Pouco para quem acaba de custar R$ 13 milhões. Muito levando-se em conta a prova de fidelidade do jogador pernambucano. Ele terá a chance de fechar 2019 com o status de segundo jogador que mais vestiu a camisa tricolor na Libertadores. Detalhe: atrás apenas do inalcançável Rogério Ceni. Ah, ele também pode se tornar o jogador de linha que mais vestiu o manto tricolor no Campeonato Brasileiro.
Se ajudar o São Paulo a se classificar para a fase de grupos da Libertadores, Hernanes começará o ano fazendo história. Hoje, o meia está entre os 10 jogadores que mais vestiram a camisa do time no torneio. Divide a posição com o ex-zagueiro Lugano e o ex-atacante Müller. Cada um deles disputou 29 jogos. Se Hernanes entrar em campo nos quatro jogos da etapa eliminatória e nos seis da fase de grupos, chegará a 39 exibições, ultrapassará Fabão e assumirá o terceiro lugar, atrás apenas de Danilo (40 jogos) e do recordista Rogério Ceni (72). Caso o São Paulo avance ao menos às oitavas de final, o profeta pode até desbancar Danilo.
A coleção de jogos contrasta com o histórico pessoal de decepções na Libertadores. Em 2008, Hernanes e o São Paulo foram eliminados nas quartas de final pelo Fluminense. Na temporada seguinte, o tricolor paulista caiu novamente nas quartas de final, desta vez diante do Cruzeiro. Na versão de 2010, o São Paulo chegou às semifinais contra o Internacional. O meia ajudou a equipe a se vingar do Cruzeiro nas quartas de final. Fez dois gols nos duelos com a Raposa.
Hernanes também pode fazer história no Campeonato Brasileiro. É o 18º colocado no ranking dos jogadores que mais defenderam o time na Série A. Se conseguir a proeza de disputar os 38 jogos deste ano, saltará para a quarta posição, com 153. Consequentemente, só ficará atrás de três lendas do gol tricolor: o recordista Rogério Ceni (458), Waldir Peres (185) e Zetti (154), ou seja, será o recordista entre os homens de linha.
Marcas pessoais à parte, a contratação de Hernanes é um acerto de Raí. A aposentadoria de Rogério Ceni fez com que a diretoria apostasse em Rodrigo Caio como nova referência do clube. A relação ficou estremecida e o jogador mais identificado com o clube embarcou para o Flamengo. Hernanes chega para ocupar o vácuo. Foi assim em 2017. Assumiu a batuta e impediu o inédito rebaixamento para a segunda divisão. Naquele ano, fez nove gols em 19 jogos. Um mais importante do que o outro! Lembram da exibição de gala na virada sobre o Botafogo?
O reforço chega para liderar e causar desconforto. Acho impossível escalar Hernanes, Diego Souza, Nenê, Everton e Pablo juntos. Alguém terá de aceitar o sacrifício de sentar-se no banco de reservas. Qual deles estaria disposto a não dar piti, a pensar no grupo?
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