Fernando Diniz: jogos competitivos contra Dome, Coudet e Sampaoli. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Há quem veja apenas a fileira de treinadores estrangeiros no primeiro, segundo e terceiro lugares do Campeonato Brasileiro. É preciso enxergar além. Valorizar o trabalho valente de dois brasileiros infiltrados na perseguição aos festejados professores importados. Fernando Diniz e Odair Hellmann colecionam fracassos nesta temporada nos respectivos estaduais e em competições como a Libertadores, no caso do São Paulo; ou da Sul-Americana e Copa do Brasil, no que diz respeito ao Fluminense.
Os dois treinadores estiveram ameaçados de demissão mais de uma vez neste ano, mas são resilientes. Estão prestigiados pelas duas diretorias e retribuem o apoio correndo por fora no Brasileirão, acompanhando de perto os favoritos ao título. Com três jogos atrasados, o São Paulo depende de si para conquistar o título simbólico do primeiro turno. Alocado no G-4, o Fluminense está, hoje, a três pontos do líder Internacional e do vice Flamengo. Não dá para descartá-los na maratona pelo troféu.
Sob pressão diariamente no São Paulo, Fernando Diniz perdeu por 3 x 0, mas fez jogo duro no duelo com o Atlético-MG, de Jorge Sampaoli. A CBF, inclusive, admitiu erro do VAR em um lance crucial da partida disputada no Mineirão que mudou a história do jogo. Segurou o Internacional, de Eduardo Coudet, no Beira-Rio (1 x 1). Neste domingo, impôs goleada de virada por 4 x 1 ao Flamengo, de Domènec Torrent, no Maracanã. Mais do que resultado, Diniz teve coragem para peitar o atual campeão brasileiro e soube explorar o enfraquecimento do adversário. Rodrigo Caio, Thiago Maia, Willian Arão, Arrascaeta e Gabriel Barbosa desfalcaram o rubro-negro.
Odair Hellmann desestabilizou o Atlético-MG, de Jorge Sampaoli, no Mineirão. Arrancou empate, mas poderia ter vencido. Derrotou o Internacional, de Eduardo Coudet; e perdeu para Domènec Torrent na rara noite em que o Flamengo se impôs sob a batuta do catalão e o Fluminense teve uma atuação muito aquém da capacidade.
Podemos citar, ainda, Cuca. O Santos não está no G-6 por acaso. O Peixe foi competitivo nos duelos contra os times dos estrangeiros. Vendeu caro a derrota para o Flamengo. Venceu o Atlético-MG, na Vila Belmiro, e teve dificuldades contra o Internacional, em Porto Alegre.
Por mais que se critique o deserto de ideias dos técnicos brasileiros, há homens tentando fazer mais com o pouco que têm. Hoje, é impossível tirá-los da disputa pelo título. O São Paulo insiste na ideia de ser um time fora da caixinha. O Fluminense não tem vergonha de ser uma equipe pragmática. O inofensivo Santos de Jesualdo Ferreira comprou a ideia de Cuca e tornou-se competitivo. Apesar da irregularidade, é bom assistir aos jogos do Peixe e notar que o treinador aplica no time alguns conceitos que os Jorges — Jesus e Sampaoli — colocaram em jogo na temporada passada. Os estrangeiros dominam a Série A. Mas um brasileiro pode, sim, ser campeão. Há antídotos em confecção.
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