Matheus Cunha tranquiliza o Brasil depois de marcar o gol de empate. Foto: Lucas Figueiredo/CBF
O Brasil não se classificou para as últimas duas edições do Mundial Sub-20. Não conquistou em campo a vaga para o Mundial Sub-17. Participou e foi campeão devido ao veto da Fifa ao Peru para abrigar o torneio. Além de virar sede do evento, herdou a vaga depois do fracasso no Sul-Americano da categoria. Portanto, não será novidade se os atuais campeões olímpicos não carimbarem o passaporte rumo a Tóquio. O empate com a anfitriã Colômbia no quadrangular final do Pré-Olímpico coloca em dúvida a capacidade do elenco de obter um dos dois bilhetes.
A exibição do Brasil contra a Colômbia foi um resumo da campanha na primeira fase. Cheia de altos e baixos. Irregular. A Seleção comandada por André Jardine sofreu seis gols em cinco jogos. Muito. Demais até. Isso pode ser fatal nesta fase. Nas próximas rodadas, a trupe do centroavante Matheus Cunha — autor do gol salvador no empate com os donos da casa — terá pela frente seus dois maiores rivais: Uruguai e Argentina.
Esqueça aquele papo de que a Celeste é fraca e perdeu para o Brasil na fase de grupos. É outro jogo, outra história. Em caso de derrota, o Uruguai dará adeus ao sonho de brigar pela terceira medalha de ouro. Consequentemente, entrará em campo desinteressado contra a Colômbia na última rodada. Enquanto isso, em tese, Brasil e Argentina travarão um duelo à parte.
Vencer o Uruguai (novamente) virou obrigação para quem ressuscitou a Celeste com aquele gol de virada sobre o Paraguai. O país vizinho estava fora da festa, arrumando as malas para deixar a Colômbia. Pepê virou o jogo e cancelou o embarque uruguaio de volta para Montevidéu. A Celeste é a seleção mais fraca do quadrangular final, mas trata-se de um clássico. Detalhe: o Uruguai enfrentou o Brasil na fase de grupos. Perdeu, mas aprendeu.
Por sinal, o Brasil estreou mal no quadrangular final do Pré-Olímpico. No torneio de 2004, começou perdendo para a Argentina e se complicou. Bateu o Chile por 3 x 1 na segunda rodada, mas o time de Robinho e Diego, liderado por Ricardo Gomes, foi incapaz de empatar com o Paraguai na última rodada e deu adeus ao sonho olímpico.
Um personagem do Pré-Olímpico de 2020 estava no fracasso de 2004. O tetracampeão Branco também era o coordenador de base da CBF na competição disputada no Chile. Portanto, recomenda-se que a voz da experiência converse com o elenco atual sobre o vexame da geração de Gomes, Alex, Edu Dracena, Robinho, Diego, Elano, Dagoberto, Nilmar… Enquanto há tempo.
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