O efeito Yuri Alberto no ataque de um Corinthians que muda de patamar na temporada

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O frágil Coritiba não permite tirar conclusões definitivas sobre o time reserva do Flamengo usado na vitória por 2 x 0 no último sábado, no Mané Garrincha, em Brasília, nem acerca do novo Corinthians escalado por Vítor Pereira na vitória desta quarta-feira, por 3 x 1, que devolveu o Timão temporariamente ao segundo lugar na maratona pelo título do Campeonato Brasileiro, mas indica um caminho promissor para a maratona pelo título da Série A e os mata-matas das quartas de final diante do Atlético-GO na Copa do Brasil e o Flamengo na Libertadores.

A estreia de Yuri Alberto muda a expectativa em relação ao Corinthians. O ataque, até então um dos setores mais frágeis do time, pode mudar de patamar com o trio formado por Yuri Alberto, Róger Guedes e Willian. O reforço não balançou a rede na primeira exibição com a camisa alvinegra, mas foi responsável por uma assistência para Guedes e movimentou-se muito. Deu opções de passe com aproximações tanto pela esquerda como pela direita e fez o jogo evoluir.

Se o ótimo técnico Vítor Pereira fez muito com tão pouco ao passar por Boca Juniors e Santos no mata-mata e manter-se no pelotão de elite na corrida pelo título do Brasileirão, o português pode realizar ainda mais com dois reforços que desembarcaram no clube para ser titular. O atacante Yuri Alberto e o zagueiro Balbuena anunciam um segundo semestre promissor.

Um dos benefícios do trio formado por Willian, Róger Guedes e Yuri Alberto é a movimentação. Eles podem confundir a marcação. Willian, aberto na esquerda ou na direita. Róger Guedes nas inversões com Yuri Alberto. Ambos atuam do centro do ataque para a esquerda, mas também sabem cumprir muito bem o papel de falso ou autênticos centroavantes, principalmente Yuri.

Paralelamente, Vítor Pereira volta a receber peças importantes de volta, como o lateral-direito Fágner e volante Maycon. O elenco vai da escassez das últimas semanas, que atingiu o ápice nos duelos contra o Boca Juniors nas oitavas de final, à fartura. O técnico passou a ter opções no banco de reservas para renovar o fôlego do time e transformar a equipe taticamente.

Um das maiores virtudes de Vítor Pereira é ter descido do pedestal ao assumir o Corinthians. O lusitano deixou claro mais de uma vez que gosta dos seus times com uma postura totalmente distinta do que tem sido até agora. No entanto, ele teve humildade para se ajustar ao que é, hoje, o zoado calendário do futebol brasileiro – mais tumultuado ainda pela realização da Copa do Mundo no período de 21 de novembro a 18 de dezembro, no Catar. O passo atrás pode significar dois à frente na conclusão da temporada. Quem sabe com pelo menos um título.

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Marcos Paulo Lima

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