Diego virou o 12º jogador nas viradas sobre River Plate e Al-Hilal. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
Aos 34 anos, Diego é uma peça-chave da decisão do Mundial de Clubes da Fifa. O meia virou um trevo no planejamento tático do técnico do Flamengo Jorge Jesus (Gerson ou Diego?) e do adversário na final, Jürgen Klopp, do Liverpool. O alemão não citou Diego de passagem na entrevista coletiva desta sexta-feira, no Catar, a última antes da finalíssima deste sábado, às 14h30 (de Brasília) no Estádio International Khalifa, em Doha. Ele lembra que, uma vez, o camisa 10 rubro-negro causou estragos ao Borussia Dortmund no Campeonato Alemão com um gol e duas assistências e saiu de campo eleito o melhor do jogo (assista ao vídeo).
O treinador falou sobre Gabriel Barbosa, Bruno Henrique, mas gastou palavras com o camisa 10 rubro-negro. “Diego deve entrar também, tem muita experiência, eu o enfrentei na Bundesliga”, elogiou. Klopp não diria isso, mas a verdade é que Diego o fez sofrer bastante.
Diego bagunçou o planejamento tático do comandante do Liverpool em pelo menos três partidas. Em 27 de outubro de 2006, o brasileiro vestia a camisa do Werder Bremen. Sob o comando de Thomas Schaaf, fez o último gol no massacre por 6 x 1 na casa do adversário. Diego atuava como enganche, o meia de ligação no sistema 4-3-1-2. Era o responsável por deixar Aaron Hunt e o centroavante Miroslav Klose na cara do gol. Curiosamente ele foi o artilheiro do Campeonato Alemão na temporada 2005/2006 com 25 gols.
“Diego deve entrar também, tem muita experiência, eu o enfrentei na Bundesliga”
Jürgen Klopp, técnico do Liverpool
Em 18 de março de 2007, o Werder Bremen derrotou o Mainz em casa, por 2 x 0. A trupe de Thomas Schaaf usava formação parecida com a de Jorge Jesus no duelo com Jürgen Klopp, ou seja, o sistema 4-1-3-2. Frings e Jensen nas pontas, Diego centralizado e à frente deles os atacantes Hugo Almeida e Miroslav Klose. O volante croata Vranjes abriu o placar e Diego consolidou o resultado aos 45 minutos do segundo tempo, no Weserstadion, em Bremen.
Talvez, a pior lembrança de Klopp seja a exibição de gala de Diego em 8 de dezembro de 2012. O alemão viu Diego acabar com o Borussia Dortmund dentro do Wesfalenstadion na 16ª rodada do Campeonato Alemão. Diego era o homem centralizado do Wolfsburg no 4-2-3-1 do técnico Lorentz-Gunther Kostner, atrás do centroavante Bas Dost.
Diego calou 80.645 pagantes empatando o jogo numa cobrança de pênalti. Reus havia aberto o placar para o Dortmund. Além de balançar a rede, o camisa 10 deu assistência para o gol do zagueiro Naldo e deixou Bas Dost na cara de Weindenfeller para decretar o triunfo por 3 x 2 depois de o polonês Blaszczykowski igualar parcialmente o placar. Diego saiu de campo eleito “man of the match”, ou seja, o cara do jogo. Portanto, se Klopp tem alguém, o alguém é Diego.
Em 2012, Diego fez um gol e deu duas assistências na virada por 3 x 2 sobre o Borussia Dortmund de Klopp. Foi o melhor do jogo
Klopp pode até estar blefando, mas estudou, sim, o Flamengo. Sabe que Diego mudou a história da final da Libertadores contra o River Plate. Está ciente de que Diego mudou a rotação da semifinal contra o Al-Hilal na última terça-feira.
Jorge Jesus conhece ainda mais a importância de Diego a essa altura da temporada. “Diego, nesta altura crítica das decisões, tem sido um jogador fundamental para a equipe do Flamengo. Tem criado condição não só física, como técnica e tática. Hoje (contra o Al-Hilal), diferente de Lima, já tinha falado que, se preciso, ia lançá-lo ao jogo, se precisássemos de um volante com essas características e Gerson não estava fazendo um bom jogo”, comparou. Resumindo: o duelo tático entre Jesus e Klopp pode passar pelos pés do veterano de 34 anos.
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