Pedro tem 31 gols no ano, seis atrás do artilheiro do Brasil Germán Cano. Foto: Gilvan de Souza/CRF
Pedro não teve uma exibição de arrancar suspiros na vitória por 2 x 0 contra o Fortaleza nesse domingo, na Arena Castelão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas fez o que se espera de um camisa 9 acima da média como ele: gol. Abriu o placar aproveitando assistência de Filipe Luís e facilitou a nada mole vida de Tite na casa do vice-campeão da Copa Sul-Americana.
O centroavante rubro-negro vive a temporada mais atribulada no Flamengo. Amargou o banco, levou soco na cara do preparador físico de Jorge Sampaoli, registrou boletim de ocorrência em Belo Horizonte, sentiu vontade de deixar o clube, mas, acredite se quiser: entre tapas e beijos, o jogador de 26 anos acumula 31 gols em 54 jogos na temporada com a camisa do time carioca. Três desde a chegada de Tite no Ninho do Urubu. Marcou contra Cruzeiro, Santos e Fortaleza. Intocável no ataque do Fluminense, Germán Cano acumula 37 na temporada e dificilmente amarga reserva ou turbulências como as do colega Pedro.
Tite tenta consolidar a toque de caixa um modelo de jogo capaz de dar ao Flamengo o prêmio de consolação na temporada: o acesso direto à fase de grupos da Libertadores. Aposta em dois pontas e em um centroavante como referência. Luiz Araújo e Everton Cebolinha formaram o trio ofensivo no Castelão. Bruno Henrique tem encontrado dificuldade para atuar encostado na linha lateral pela ponta canhota. A alternância é Éverton Ribeiro ou Gerson caindo pela direita.
O sistema lembra, sim, o da Seleção Brasileira na Copa do Catar. Os extremos eram Raphinha e Vinicius Junior e Richarlison ocupava a função de centroavante. Atrás deles, Neymar no papel de meia e o par de volantes formado por Casemiro e Lucas Paquetá ou Fred. A montagem do quebra-cabeça de Tite tem Pulgar e Thiago Maia na proteção ao sistema defensivo e Arrascaeta na armação.
Temporadas de Pedro no Flamengo
Ao contrário do antecessor Jorge Sampaoli, Tite gosta de dar continuidade. Insiste no que está funcionando. “O Cebolinha está se afirmando agora, o Luiz, porque estamos dando sequência com pivô, o Arrascaeta está tendo uma evolução”, comentou o treinador rubro-negro.
O plano funcionou no primeiro tempo, porém na etapa final foi se desmanchando devido a um problema crônico do Flamengo na temporada: a falta de intensidade. Faltam pernas, sobram cansaço e lesões. Luiz Araújo fez número no fim da partida. Pedro saiu com o dedo da mão direita machucado. Gabriel Barbosa nem viajou. David Luiz e Allan estão fora de combate. Gerson, Wesley e Bruno Henrique cumpriram suspensão. Problemas em série para um Flamengo desafiado por Tite a aprender a sofrer no melhor estilo Corinthians de 2011 e de 2015.
Em meio a tantas dificuldades, o Flamengo foi seguro até o fim. Tomou sufoco do Fortaleza, mas competiu até o apito final. Aproveitou o erro do adversário para decidir a partida em um lance iniciado por Filipe Luís acionando Ayrton Lucas e um corta-luz belíssimo de Éverton Ribeiro para a finalização indefensável de Luiz Araújo. Uma coincidência: os dois gols nasceram no lado esquerdo do ataque do Flamengo. O trabalho de Tite está só começando, mas tem atalhos para chegar ao gol. O desafio de quarta-feira é imenso. O trabalho de Tite tem 28 dias e receberá, no Maracanã, um Palmeiras escalado há três anos pelo mesmo treinador: Abel Ferreira.
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