Vice-campeão da Libertadores pelo Santos em 2020, Cuca é questionado no Atlético. Foto: Pedro Souza/Atlético
Foi uma noite de reconciliação da massa do Atlético-MG com Alexi Stival, o Cuca. Talvez, de renovação dos votos de confiança no trabalho de quem levou o clube ao título inédito da Copa Libertadores da América em 2013. Paralelamente, a torcida do Santos teve uma terça nostálgica. Sentiu muita saudade de Cuca na segunda derrota consecutiva na fase de grupos.
Há quatro meses, o Santos, de Cuca, eliminava o Boca Juniors nas semifinais da Libertadores por 3 x 0 no placar agregado. Mais do que isso: colocava o time argentino na roda com um belíssimo, agradável, atraente e encantador futebol apresentado pelos meninos da Vila.
Nesta terça, o Santos era uma caricatura. Uma prova de que a aquele time do Cuca virou abóbora. Imerso na crise, sem técnico depois do pedido de demissão de Ariel Holan e com um futebol muito abaixo da crítica, principalmente no segundo tempo, perdeu por 2 x 0.
Em janeiro, o mesmo Santos havia empatado por 0 x 0 na partida de ida da semifinal da Libertadores jogando muito bola. Trouxe para o Brasil resultado injusto. Vale lembrar que o atacante Marinho sofreu pênalti ignorado pela arbitragem, em Buenos Aires.
Cuca poderia ter continuado no Santos, mas escolheu largar o cargo depois da prova de superação ao levar o time ao vice na Libertadores na temporada passada. Estava no limite. Matou no peito e absorveu, como se fosse um super-herói, as mazelas do clube paulista.
Ariel Holan durou míseros 12 jogos na Vila Belmiro. Não teve — nem deve se exigir dele — a paciência de Jó do antecessor. Sobretudo quando um dos argumentos para o pedido de demissão é a violência psicológica de parte da torcida a um trabalhador de 60 anos.
Enquanto a torcida do Atlético-MG que ver Cuca longe da beira do campo, a do Santos provavelmente o receberia de volta de braços abertos. Pergunte a um se fecharia as portas do Centro de Treinamento Rei Pelé para o treinador mal-amado na Cidade do Galo.
Se ainda resta um pouquinho de amor no coração dos atleticanos por quem levou o clube ao olimpo da América do Sul em 2013, bastou para a renovação dos votos da parceria com Cuca na vitória por 2 x 0 sobre o América de Cáli — a primeira na fase de grupos da Libertadores.
Como há roteiros que só os deuses do futebol vislumbram, o curta-metragem desta terça teve participação especial do Incrível Hulk. Entre tapas e beijos com o técnico, ele entrou em campo e resolveu com a perna canhota. Primeiro, de pênalti. Depois, de fora da área. Resumo da noite: enquanto a torcida do Galo chora de barriga cheia, a do Santos está órfã de Cuca.
Siga no Twitter: @mplimaDF
Siga no Instagram:@marcospaulolimadf
A repetição é a mãe da retenção. Abel Ferreira manteve a escalação inicial do…
Gustavo Marques conseguiu piorar uma das semanas mais vergonhosas do futebol nesse sábado na eliminação…
A tolerância zero com técnicos de futebol chegou ao futebol feminino. Atual pentacampeão da…
As entrevistas coletivas de Filipe Luís são ótimas. Dificilmente deixam perguntas sem respostas. No entanto,…
Luiz Carlos Souza tinha um tabu pessoal. O técnico do Gama jamais havia passado da…
O Botafogo acumula seis derrotas consecutivas na temporada. Perdeu duas vezes para o Fluminense e…