Muito além do Barça: entenda a hegemonia mundial da Espanha no futebol feminino

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O terceiro título do Barcelona em quatro edições da Uefa Women’s Champions League ao derrotar o recordista Lyon por 2 x 0 no último sábado, no Estádio San Mamés, em Bilbao, com recorde de público em uma decisão continental (50.827), não é uma obra do acaso. Vale a pena observar com lupa a revolução em curso faz tempo na Espanha. Olhar para a rotina de sucesso do país ibérico em todos os torneios organizados pela Uefa e a Fifa das categorias de base ao profissional é entender a construção da hegemonia.

A Espanha é a atual campeã mundial. Ganhou a Copa em 2023 ao derrotar a Inglaterra por 1 x 0 na final, em Sydney, na Austrália. Das 23 jogadoras responsáveis pela conquista na Oceania, oito pertenciam ao Barcelona: Irene Paredes, Aitana Bonmatí, Mariona Caldentey, Alexia Putellas, Laia Codina, Maria Pérez, Salma Paralluelo e Cata Coll.

Talvez você não saiba, mas a Espanha é a atual campeã do Mundial Sub-20. Derrotou o Japão por 3 x 1 no torneio da Fifa disputado em 2022 na Costa Rica. A seleção levou 21 jogadoras ao evento. Seis delas das categorias de base do Barcelona: Mingueza, Vignola, Bartel, Paraluello, Laborde e Font.

A Espanha é atual bicampeã do Mundial Sub-17 da Fifa. Superou o México por 2 x 1 na final de 2018. Em 2022, derrotou a Colômbia por 1 x 0, na Índia. A nova potência deve buscar o tricampeonato nesta temporada, na República Dominicana.

Os êxitos nos mundiais de base e na Copa do Mundo são reflexo do sucesso no continente.  A Espanha faturou quatro das últimas cinco edições da Euro Sub-19. Somente a França interrompeu a sequência. Havia cinco jogadoras do Barcelona na conquista do torneio de base em 2023, na Bélgica. O país foi campeão em 2017, 2018, 2022 e 2023.

A hegemonia se estende à Eurocopa Sub-17. A Espanha goleou a Inglaterra por 4 x 0 na decisão deste ano na Suécia. Das 20 jogadoras campeãs, seis são crias do Barcelona. Portanto, é impossível dissociar o sucesso da Espanha do investimento nas categorias de base. O Barcelona e a seleção planejavam dominar o mundo e conseguiram. Falta a inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Parece questão de tempo. Paris é logo ali…

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: barcelona Champions League Feminina espanha Futebol Feminino hegemonia no futebol feminino Lyon

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