Gol é prêmio ao comprometimento tático de Marquinhos com o dinizismo. Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC
Jogadores versáteis são sugados pelo técnico Fernando Diniz. O atacante Marquinhos está nessa prateleira no elenco do Fluminense. O ponta-direita topou a função de lateral-direito na partida de volta da semifinal do Campeonato Carioca contra o Flamengo. Iniciou o empate dessa quarta-feira por 1 x 1 contra o Alianza Lima na zona de conforto, mas, aos poucos, passou ocupar espaços dos coleguinhas conforme o duelo pedia.
Marquinhos usa a cabeça para fazer o gol de empate posicionado na esquerda da área. Termina a partida como ponta-esquerda, mas é visto algumas vezes dando combate lá atrás como se fosse lateral-esquerdo. Afinal, àquela altura, Fernando Diniz havia sacado todos os zagueiros. Felipe Melo deu lugar a Douglas Costa, que assumiu a ponta-direita. Thiago Santos saiu para a entrada do meia David Terans.
O Fluminense termina a partida sem beques de origem. A formação final é uma espécie de 4-2-4: Fábio; Samuel Xavier, Martinelli, André e Marquinhos; David Terans e Lima; Douglas Costa, Lelê, Kauã Elias e Arias. Observaram a função de Marquinhos? Inicia como ponta-direita, vai para a extrema esquerda e conclui a partida assumindo o espaço de Marcelo.
O lado bom é que Marquinhos tem a cabeça boa. É aberto ao novo, ainda que algumas ideias prejudiquem o desempenho individual. Lembro-me de uma partida do São Paulo na qual o técnico argentino Hernán Crespo o posicionou como centroavante ao lado de Vítor Bueno, no Morumbi, no sistema tático 3-5-2. O time rubro-negro goleou o tricolor por 5 x 1 pelo Campeonato Brasileiro de 2021. Na partida seguinte, foi falso nove ao lado de Rigoni no empate sem gols com o Palmeiras, novamente no Morumbi.
O repertório técnico de Marquinhos pode ser uma das chaves para a transformação do Fluminense no restante da temporada. Fernando Diniz terá de repaginar o atual campeão da Libertadores. Há sinais da plástica na defesa e no meio de campo. Martinelli e André formando a dupla de zaga não é aleatório. Ele quer qualidade na saída de bola, um dos requisitos para o bom funcionamento do dinizismo. A saída de Nino foi uma perda para o sistema de jogo. Daí o recuo de André para a retaguarda. Agora também de Martinelli.
Consequentemente, nomes como Lima, Terans e Marquinhos podem ganhar força no meio de campo e no ataque diante das lesões de Paulo Henrique Ganso e de Renato Augusto. A reforma no Fluminense começou lentamente, quase de forma discreta, mas deve ser acelerada com o início da temporada para valer. Por enquanto, o empate com o Alianza Lima valeu pelo pontinho precioso fora de casa em um grupo não tão confortável. Os próximos duelos serão contra Colo-Colo do Chile e Cerro Porteño do Paraguai.
Um aviso aos tricolores de pouca fé, incomodados com o resultado e o desempenho do time, em Lima: o campeão vigente da Libertadores não é eliminado na fase de grupos há seis temporadas, desde o Atlético Nacional, em 2017.
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