Blog Drible de Corpo
Marcos Paulo Lima
Esporte 3 min de leitura
Líder do Brasileirão, Flamengo precisa combater os focos de incêndio
Janela de transferências tumultuada, marcada pelo vaivém, precisa ser melhor administrada nos desafios de manter o topo na Série A e passar pelo Independiente del Valle na Libertadores
O Flamengo é o novo líder do Campeonato Brasileiro com mérito dos jogadores e do técnico Leonardo Jardim depois da vitória por 1 x 0 contra o Remo no Mangueirão, em Belém, do empate por 0 x 0 entre Botafogo e Palmeiras e de uma volta trôpega da pausa para a Copa do Mundo no que diz respeito a performance.
Embora tenha sido ultrapassado, o Palmeiras continua sendo o maior adversário do time rubro-negro, claro, mas há um antagonista ainda maior do que o concorrente alviverde: a autossabotagem. Movimentos estranhos nos bastidores.
A venda seguida pela devolução de Gonzalo Plata ao Flamengo causou desgastes desnecessários. Certo da transferência, o clube foi ao mercado buscar reforços modestos. Investiu para ter Joaquín Freitas e Anthony Valencia. Paralelamente, recebeu Gonzalo Plata de volta. O desgaste com o atraso dele na reapresentação e as críticas do presidente Bap ao comportamento extracampo do atacante deixam o departamento de futebol desconfortável até o desembarque do equatoriano.
Enquanto isso, a situação de Everton Cebolinha se arrasta. O jogador não pretende ficar no Flamengo e o clube não tem interesse na renovação. Aparentemente, há o chamado comum acordo com o jogador, mas ambos não atam nem desatam.
O ponta foi usado 22 minutos pelo técnico Leonardo Jardim nos últimos cinco jogos do Flamengo. Samuel Lino cresceu jogando no setor predileto do Cebolinha e há uma convicção por parte do atacante e do estafe dele de que a vez é de Lino.
A sensação é de que isso não deveria estar acontecendo nesse momento. Não, mesmo. O Flamengo precisa do Cebolinha. Ele participou do contra-ataque letal na vitória por 3 x 0 contra o Botafogo. Participou da linda linha de passe. É dele o penúltimo toque na bola antes da conclusão de Carrascal naquele golaço.
Se a decisão está tomada, é preciso aproveitar a sintonia e encerrar o casamento em paz em vez de protelar e arriscar mais um desgaste desnecessário a essa altura da temporada. José Boto saiu chamuscado nos episódios de Thiago Almada e de Luiz Henrique. Passa maus bocados no episódio de Plata e empurra com a barriga o adeus de Cebolinha.
O fato é que o líder do Brasileirão tem pequenos focos de incêndio que precisam ser apagados pelos brigadistas de plantão sob o risco de minar o ambiente e atrapalhar a manutenção da liderança na Série A e o projeto do pentacampeonato na LIbertadores.