Blog Drible de Corpo
Marcos Paulo Lima
Esporte 3 min de leitura
Gre-Nal 454: Carlos Vinícius, Weverton e a revanche da valsa
Centroavante encerra jejum com dois gols, goleiro impede a reação do Inter e Grêmio avança às semifinais da Copa do Brasil devolvendo na mesma moeda provocação colorada de 2016
Em terra de Gre-Nal carente de talento, quem tem goleiro acima da média e centroavante minimamente capaz de fazer gol é rei. Weverton e Carlos Vinícius classificaram o Grêmio para as semifinais da Copa do Brasil na Arena. A vitória tricolor por 3 x 1 em um clássico 454 totalmente diferente do 453 tem as impressões digitais dos dois jogadores.
Carlos Vinícius não fazia gol havia oito jogos. A abstinência terminou no primeiro tempo com duas bolas na rede. Logo ele, tão questionado justamente por causa do jejum. Má fase vem e passa, mas no caso dele estava demorando.
Mesmo assim, como desprezar um jogador capaz de entregar 20 gols até agora: 10 no Brasileirão, 5 no Gaúcho, 3 na Copa do Brasil e 2 na Copa Sul-Americana? Carlo Vinícius também entregou duas assistências em 44 jogos. Pouco, mas ele não é meia nem ponta.
Amuzu, sim, tem essa característica e assumiu o papel dele. Serviu Carlos Vinícius no segundo gol e Krovinovic no terceiro. São seis passes decisivos na temporada.
A vantagem foi construída com esforço. Deixou a Arena pulsando. Quando bateu o cansaço, o Internacional cresceu com o técnico uruguaio Paulo Pezzolano corrigindo erros pessoais inacreditáveis. O que explica a entrada de Carbonero somente aos 14 minutos do segundo tempo? O Colorado cresceu o suficiente para fazer um gol. Weverton não permitiu mais.
O goleiro do Grêmio faz uma temporada exemplar. Desprezado pelo Palmeiras em benefício de Carlos Miguel, desembarcou em Porto Alegre entregando o mesmo profissionalismo dos bons tempos na Academia. O primeiro semestre foi recompensado com a convocação para a Copa do Mundo, a segundo consecutiva. Ele merecia ser o titular até mais do que Alisson e Everson nos Estados Unidos. Jogava melhor do que os dois à época.
De volta ao Grêmio, continua entregando aqueles milagres conhecidos pela torcida do Palmeiras. Curiosamente, o destino pode estar reservando uma possível revanche da final da Copa do Brasil de 2020. Naquele ano, Weverton estava do lado alviverde da força. Neste, pode ser o anjo da guarda tricolor na final única de 6 de dezembro no Mané Garrincha. Antes, o Grêmio precisa passar pelo Atlético. Do outro lado, o Palmeiras tem o Vasco pela frente.
Ao Inter, restou dançar a valsa provocada pelo sistema de som da Arena. O Grêmio provocou porque o arquirrival completa 15 anos sem um título de expressão nacional ou internacional. O último é a Recopa Sul-Americana de 2011. O Grêmio devolveu na mesma moeda a zoação de 2016, quando Eduardo Sasha celebrou gol contra o Grêmio simulando uma valsa. À época, o Grêmio amarga jejum de 15 anos. A última conquista havia sido a Copa do Brasil de 2001. Estão quites.