Rodolfo Landim não precisa ouvir conselheiros ou consultar alguém se quiser contratar Adenor Leonardo Bachi. O presidente do Flamengo trabalhou com Tite por um mês na Copa América de 2019. Tempo suficiente para desvendá-lo. Mimado pela CBF à época, seis meses depois de assumir o poder na Gávea, Landim foi designado pelo ex-mandatário da entidade, Rogério Caboclo, para chefiar a delegação da Seleção Brasileira no evento disputado no Brasil. Acompanhou a campanha do nono título continental da fase de treinos ao título contra o Peru, no Maracanã. De ponta a ponta.
Landim conheceu pessoalmente Filipe Luís na Copa América. Ficou encantado com o lateral-esquerdo e o contratou depois da conquista da Copa América. O cartola negou ter usado o cargo para negociar com o jogador no ambiente da Seleção. “Eu não tive influência. O Filipe Luís já tinha sido selecionado como um grande reforço pelo grupo de scout. Eu não o conhecia pessoalmente e na Copa América eu conheci. Não demorou pra eu notar que ele vai além do campo, é diferenciado”, elogiou o presidente.
Observador, Landim destacou uma das virtudes de Filipe Luís à época. “Quando terminava um jogo ou treino da Seleção, ele saia e pedia para o massagista iniciar a preparação do próximo jogo. Isso influencia muito os jogadores”, testemunhou Landim.
Se Landim prestou atenção nas qualidade de Filipe Luís, que dirá no trabalho do técnico Tite. Ele frequentava o vestiário. Conhece o estilo de gestão do gaúcho de Caxias do Sul. O modelo de jogo nem se fala. Portanto, é questão de querer ou não. Sabe de quem se trata.
Os dois lados precisam apenas se perdoar. O Flamengo foi aliado, mas também dificultou a vida de Tite. os projetos da Seleção principal e olímpica esbarraram algumas vezes na resistência da diretoria rubro-negra em ceder pelo menos dois jogadores: o volante Gerson e o centroavante Pedro. Houve aborrecimentos.
No auge do sucesso do Flamengo em 2019, Tite brincou sobre a possibilidade de convocar jogadores do time carioca. Jorge Jesus ainda nem havia conquistado a Libertadores e o Brasileirão e os rubro-negros torciam contra a convocação de atletas do clube para a Seleção Brasileira.
“No Flamengo tenho o Diego, que já trabalhou conosco, Rafinha, Felipe Luís, Arão, Bruno Henrique, Gabigol… É para eles curtirem o agora, são momentos especiais. Sobre calendário, a gente não pode bater numa situação que já está colocada. Vou até fazer uma inconfidência. O cara passou ali e falou: ‘Gostou?’. Eu disse: ‘Parabéns’. Ele falou: ‘Convoca o Gerson’. E eu disse: ‘Eu não, depois vocês vão me pegar.’ Mas está aí, um que eu gostaria de convocar é o Gerson”, brincou.
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