Invicto há 19 jogos como técnico, Zubeldia ensina o São Paulo a não perder

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O São Paulo foi da displicência no primeiro tempo à contundência na vitória por 3 x 1 contra o Cobresal e está classificado para as oitavas de final da Libertadores. Luis Zubeldia usou a quinta formação inicial diferente em cinco jogos no papel de técnico tricolor.  Não há problema nisso quando se lê a bula e aplica-se o remédio corretamente para corrigir erros.

Isso talvez explique um detalhe importante: Zubeldia não perde há 19 jogos. A sequência inclui 14 partidas consecutivas pela LDU no ano passado e as 5 pelo São Paulo. O último revés pessoal foi em 18 de setembro para o Barcelona pelo Campeonato Equatoriano. Durante a série houve o título da Copa Sul-Americana contra o Fortaleza nos pênaltis.

O São Paulo teve um primeiro tempo blasé. Parecia indiferente à agenda: um jogo fora de casa pela principal competição continental. Uma prova disso é a saída de bola desastrosa no lance do gol do Cobresal. Arboleda, Alan Franco e Alisson trocam passes até que uma bola no fogo atrai o contra-ataque chileno. Alisson perde a dividida e uma triangulação seguida por cruzamento e assistência de cabeça termina com a finalização do uruguaio Diego Coelho.

Luis Zubeldia tem pouco tempo de trabalho, mas leu a bula. Tem os remédios certos para os problemas do time. Um deles é o vácuo no meio de campo ao apostar no 4-2-4. Alisson e Bobadilla faziam a função de volantes, Ferreira abria na ponta-esquerda e Michel Araújo assumia o direito. Na frente, Luciano atuava lado a lado com Calleri e não como falso meia.

O técnico argentino começou a mudar o jogo ao deixar o ataque menos estático. Ferreira e Michel Araújo inverteram as posições. A assistência para o gol de empate do São Paulo é justamente de Michel Araújo em uma investida como se fosse meia esquerda. O atacante estufa a rede com um chute forte e indefensável. Luciano ainda teve a bola da virada em um contra-ataque, mas finalizou pessimamente mal ao tentar encobrir Leandro Requena.

A displicência no primeiro tempo deu lugar à contundência na etapa final. Zubeldia mais uma vez mostrou ter o controle tático do elenco. A entrada de Galoppo no lugar de Bobadilla mudou o meio de campo. Gerou opção de jogo na meia direita. Erick e Rodrigo Nestor renovaram o gás dos desgastados Ferreira e Michel Araújo, respectivamente.

Foi de Galoppo, cada vez mais candidato a titular, o passe para a belíssima finalização de fora da área de Rodrigo Nestor na virada. Jonathan Calleri fechou o placar ao acertar a trave e correr para aproveitar o rebote. Dez minutos depois, deixou o coração do torcedor tricolor apertado ao deixar o campo lesionado. Deu lugar a Rodriguinho.

Ao contrário do ano passado, o São Paulo vence fora de casa. São cinco triunfos consecutivos. Não acontecia desde 2012 sob o comando de Émerson Leão em partidas válidas pelo Campeonato Paulista e pela Copa do Brasil. As vítimas foram XV de Piracicaba, Independente-PA, Mirassol, Ituano e Bahia de Feira de Santana. O trabalho de Luis Zubeldia está só no começo, mas o argentino injetou uma boa dose de confiança no elenco.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Calleri Cobresal Libertadores Luciano Luis Zubeldía Rodrigo Nestor São Paulo

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