Blog Drible de Corpo
Marcos Paulo Lima
Esporte 3 min de leitura
Infantino ganha o apoio de Cafu e Roberto Carlos por reeleição na Fifa
"Textão" do capitão do penta publicado nas redes sociais se posiciona a favor do presidente em meio à crise na entidade máxima do futebol e é endossado pelo ex-lateral esquerdo
A sete meses da assembleia geral da Fifa e das eleições na entidade máxima do futebol, o presidente Gianni Infantino agrega cabos eleitorais para a reeleição em meio à crise causada pela tentativa frustrada de terceirizar parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo.
A montagem de um timaço galático capaz de blindá-lo começa pelas laterais. Capitão do Brasil na conquista do pentacampeonato em 2002 no Japão e na Coreia do Sul, Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, manifestou apoio ao dirigente em uma publicação nas redes sociais.
“Ao longo dos últimos 10 anos, temos acompanhado o trabalho realizado pela Fifa e pelo presidente Infantino para promover a representatividade dos jogadores no futebol — algo que antes não existia. Jogadores e ex-jogadores ganharam voz e espaço na modalidade ao participarem de comitês, projetos e grupos de trabalho. Nossas opiniões são ouvidas, e muitas iniciativas em prol do esporte são moldadas com base em nossas reflexões, ideias, planos e participação”, argumentou Cafu na conta pessoal no Instagram.
Escalado pelo Brasil nas finais das Copas de 1994 (entrou no lugar de Jorginho durante a decisão com a Itália), 1998 e 2002, e presente também na edição de 2006 do torneio, Cafu acrescentou: “Sabemos como o futebol pode transformar vidas, melhorar sociedades e ampliar oportunidades para pessoas em todo o mundo, e estamos comprometidos em continuar levando essa esperança a elas. Continuaremos à disposição para apoiar a grande evolução que o nosso esporte vivenciou na última década, garantindo que ele continue alcançando e beneficiando pessoas em todos os países onde o futebol é praticado ao redor do globo”, reforçou o ex-jogador de 56 anos.
Contemporâneo de Cafu na Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1998 a 2006, Roberto Carlos endossou a publicação do amigo nas redes sociais ao compartilhá-la com os seguidores. “100% de acordo, Capitão”, resumiu o ex-lateral esquerdo.
Gianni Infantino vive um período de turbulência na Fifa desde o vazamento do plano de criar uma espécie de SAF da Copa do Mundo. A Fifa Forward Enterprise concentraria a operação de eventos, entre eles, o principal torneio de seleções, em uma empresa controlada pela própria entidade. Infantino pretendia atrair investidores. A subsidiária seria avaliada em R$ 102 bilhões. O presidente pretendia vender até 20% das ações a terceiros por R$ 21,6 bilhões. A engenharia financeira de Infantino dividiu as seis associações a ela vinculadas.
A Uefa (Europa) anunciou imediatamente o boicote aos eventos da Fifa. Em nota oficial, lamentou a perda da confiança em Infantino. Outras associações como a AFC (Ásia) e a Concacaf (Américas do Norte, Central e Região do Caribe) se uniram à Uefa.
Do ponto de vista da projeção das eleições, as três entidades reúnem 136 dos 211 países membros, ou seja, 30 votos a mais do que os 106 necessários para formar maioria simples nas urnas. Daí a busca de Infantino por vozes fortes como os laterais Cafu e Roberto Carlos.