Blog Drible de Corpo

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Marcos Paulo Lima

Análises, opinião e lembranças do arco-da-velha sobre o futebol. 5.165 publicações

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Infantino ganha o apoio de Cafu e Roberto Carlos por reeleição na Fifa

"Textão" do capitão do penta publicado nas redes sociais se posiciona a favor do presidente em meio à crise na entidade máxima do futebol e é endossado pelo ex-lateral esquerdo

Cafu é o capitão do time de Infantino no time em defesa da reeleição. Foto: Divulgação/Fifa

A sete meses da assembleia geral da Fifa e das eleições na entidade máxima do futebol, o presidente Gianni Infantino agrega cabos eleitorais para a reeleição em meio à crise causada pela tentativa frustrada de terceirizar parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo.

A montagem de um timaço galático capaz de blindá-lo começa pelas laterais. Capitão do Brasil na conquista do pentacampeonato em 2002 no Japão e na Coreia do Sul, Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, manifestou apoio ao dirigente em uma publicação nas redes sociais.

“Ao longo dos últimos 10 anos, temos acompanhado o trabalho realizado pela Fifa e pelo presidente Infantino para promover a representatividade dos jogadores no futebol — algo que antes não existia. Jogadores e ex-jogadores ganharam voz e espaço na modalidade ao participarem de comitês, projetos e grupos de trabalho. Nossas opiniões são ouvidas, e muitas iniciativas em prol do esporte são moldadas com base em nossas reflexões, ideias, planos e participação”, argumentou Cafu na conta pessoal no Instagram.

Escalado pelo Brasil nas finais das Copas de 1994 (entrou no lugar de Jorginho durante a decisão com a Itália), 1998 e 2002, e presente também na edição de 2006 do torneio, Cafu acrescentou: “Sabemos como o futebol pode transformar vidas, melhorar sociedades e ampliar oportunidades para pessoas em todo o mundo, e estamos comprometidos em continuar levando essa esperança a elas. Continuaremos à disposição para apoiar a grande evolução que o nosso esporte vivenciou na última década, garantindo que ele continue alcançando e beneficiando pessoas em todos os países onde o futebol é praticado ao redor do globo”, reforçou o ex-jogador de 56 anos.

Contemporâneo de Cafu na Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1998 a 2006, Roberto Carlos endossou a publicação do amigo nas redes sociais ao compartilhá-la com os seguidores. “100% de acordo, Capitão”, resumiu o ex-lateral esquerdo.

Titular do Brasil na Copa de 2010 na África do Sul, o ex-volante Felipe Melo foi às redes a favor de Infantino. “Sempre fui um homem de me posicionar. Dentro e fora de campo. E a minha posição hoje é muito clara: eu acredito na Fifa e acredito no Presidente Gianni Infantino. Tive a oportunidade de ver de perto o trabalho que vem sendo feito. E posso dizer isso porque vivi na pele: hoje, jogadores e ex-jogadores têm voz. Nós somos ouvidos. Somos respeitados. Temos um lugar à mesa e a oportunidade de ajudar a moldar o futuro do futebol. Eu estive lá. Eu falei. Dei a minha opinião. Discordei. E fui ouvido. Mas vai muito além disso”. argumenta o comentarista.

“O futebol está mais global do que nunca. Mais países têm oportunidades. Mais pessoas estão sendo alcançadas. O jogo continua crescendo e abrindo portas ao redor do mundo. Falar é fácil. Mudar as coisas é difícil. E eu vi mudanças reais. Por isso, quero deixar a minha posição muito clara. Presidente Infantino, você tem o meu respeito, a minha confiança e o meu apoio total. Estou com você. Estou com a FIFA. E estou com todos aqueles que realmente querem continuar fazendo o futebol avançar. Pode contar comigo, Presidente. Sempre”, encerra Felipe Melo.

O timaço da campanha de Infantino também ganhou apoiadores na Argentina. Os ex-jogadores Javier Zanetti, Maxi Rodriguez, Javier Pastore e Esteban Cambiasso se manifestaram favoráveis à sequência do presidente da Fifa, assim como o ex-zagueiro colombiano Iván Córdoba. Pelo México, o ex-centroavante Jared Borghetti. Na Europa, os apoiadores são Fabio Cannavaro, capitão da Itália no tetra em 2006, Marco Materazzi, Cristian Vieri e o luso-brasileiro Pepe.

Gianni Infantino vive um período de turbulência na Fifa desde o vazamento do plano de criar uma espécie de SAF da Copa do Mundo. A Fifa Forward Enterprise concentraria a operação de eventos, entre eles, o principal torneio de seleções, em uma empresa controlada pela própria entidade. Infantino pretendia atrair investidores. A subsidiária seria avaliada em R$ 102 bilhões. O presidente pretendia vender até 20% das ações a terceiros por R$ 21,6 bilhões. A engenharia financeira de Infantino dividiu as seis associações a ela vinculadas.

A Uefa (Europa) anunciou imediatamente o boicote aos eventos da Fifa. Em nota oficial, lamentou a perda da confiança em Infantino. Outras associações como a AFC (Ásia) e a Concacaf (Américas do Norte, Central e Região do Caribe) se uniram à Uefa.

Do ponto de vista da projeção das eleições, as três entidades reúnem 136 dos 211 países membros, ou seja, 30 votos a mais do que os 106 necessários para formar maioria simples nas urnas. Daí a busca de Infantino por vozes fortes como os laterais Cafu e Roberto Carlos.