Histórico de laterais veteranos contratados pelo Brasiliense indica que Cicinho deve jogar no meio

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A julgar pelo histórico dos laterais veteranos contratados pelo Brasiliense desde a fundação do clube, em 2000, Cicinho, anunciado como reforço do atual campeão candango para a temporada de 2018, atuará muito mais no meio de campo do que em sua posição de origem. Como lateral-direito, o paulista de Pradópolis conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubes da Fifa com a camisa do São Paulo, foi campeão da Copa das Confederações e reserva de Cafu na Copa de 2006, na Alemanha.  Athirson, Fábio Baiano, Baiano e Ruy “cabeção”, por exemplo, preferiram atuar no meio de campo para driblar a idade. Em contrapartida, Pavão, Cássio e Augusto optaram pelas laterais.

O time titular na conquista do Candangão deste ano perdeu algumas peças importantes. A vaga de Lucas Zen, por exemplo, está aberta. Em tese, Cicinho poderia assumir a função ao lado de Aldo (ver campinho com a projeção do time para 2018). Marcio Diogo também deixou o clube. Consequentemente, Cicinho poderia atuar aberto na direita em uma linha de três armadores, ao lado de Souza e de Reinaldo; ou, quem sabe, em uma linha de dois homens de criação, auxiliando Souza e Reinaldo, e o centroavante Nunes no comando do ataque. A hipótese convencional, óbvio, seria Cicinho simplesmente assumir a lateral direita no lugar de Patrick ou de Gabriel. Ambos atuaram na posição no último Candangão.

Cicinho tem 37 anos. Athirson chegou ao Brasiliense em 2008 com 31. Revelado pelo Flamengo e campeão do Pré-límpico de 2000 pela Seleção Brasileira, o lateral-esquerdo jogou no meio de campo na equipe comandada pelo técnico Gerson Andreotti. Versátil, ajudou o time a conquistar o quinto dos nove títulos locais.

O Brasiliense de 2008 contava com outro lateral medalhão com passagem pelo Flamengo: Fábio Baiano também fez parte da conquista do Campeonato Candango. Ele começou como meia, mas gastou a bola nas duas posições tanto no Flamengo, onde foi tricampeão carioca, quanto no Grêmio de Tite, campeão da Copa do Brasil em 2001. No Brasiliense, foi aproveitado muito mais nas funções de volante e meia do que no papel de lateral-direito.

Em 2011, Ruy “cabeção”, com passagens por Cruzeiro, Botafogo, Grêmio e Fluminense, atuava mais como meia do que no papel de lateral no time de Marcos Soares. Ao lado de Deda, Ferrugem, Iranildo e Adrianinho, era homem de criação naquele time campeão candango.

Titular da Seleção Brasileira de Vanderlei Luxemburgo nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000 como lateral-direito, Baiano é outro veterano que conquistou título no Brasiliense atuando como meia. No octa de 2013 em cima do Brasília, atuava ao lado de Júlio Bastos, Everton e Peninha no sistema tático 4-4-2 adotado pelo treinador Márcio Fernandes.

Há casos de laterais que jogaram na posição de origem no Brasiliense. Campeão mundial pelo Corinthians em 2000, Augusto atuou na lateral esquerda do Jacaré na temporada de 2006. Cássio, aquele mesmo, do Flamengo, participou da conquista do bicampeonato amarelo em 2005. Revelado pelo São Paulo, Pavão — Bola de Prata da revista Placar em 1994 como melhor lateral direito do Brasileirão — colaborou em sua posição de origem na campanha do vice-campeonato candango de 2001, sob o comando do técnico Luisinho Lemos.

Do time campeão no ano passado, Andrey, Malaquias, Lucas Zen e Marcio Diogo deixaram o clube. Além de Cicinho, foram contratados Badhuga, Felipe Cirne e Romarinho, os três do Ceilândia, e o goleiro Bruno Fuso, 29 anos. O paulista de Limeira começou no Atlético-MG estava no Treze-PB.

Marcos Paulo Lima

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