Gustavo Gómez: com 14 gols, é um dos 10 zagueiros-artilheiros do Palmeiras, Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Impressionante a incapacidade do Grêmio para se impor em casa. Foi assim na Arena contra Santos, Flamengo, Atlético-MG e São Paulo nos quatro duelos deste ano pelo Brasileirão. Não seria diferente no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Quem entrasse em campo de olhos vendados acharia que o Palmeiras era o mandante, no Allianz Parque, em São Paulo, tal o comprometimento tático e a facilidade para atacar o adversário.
Não testemunhamos um grande jogo. Longe disso. No fim das contas, quem teve a cabeça no lugar para colocar a bola na rede e suportar a pressão quando teve um jogador a menos saiu em vantagem de Porto Alegre. O zagueiro-artilheiro Gustavo Gómez decidiu o primeiro round lá na frente e atrás. Tomou conta de Diego Souza, controlou Churín quando o Grêmio passou a ter dois centroavante e contou com a experiência de Felipe Melo para orientar o sistema defensivo a partir do instante em que Luan foi corretamente expulsou e o Grêmio teve um jogador a mais.
O tricolor teve 11 contra 10 por praticamente 30 minutos. Foi o tempo em que o time de Renato Gaúcho conseguiu se impor contra o Palmeiras de uma maneira desorganizada e com um repertório paupérrimo. Observei em uma postagem no Twitter que Jean Pyerre recuava como se fosse volante no segundo tempo. Estava posicionado no grande círculo do meio de campo.
O lugar de Jean Pyerre seria lá frente, tentando buscar jogo com Pepê e Diego Souza. Renato pode ter tentado emular o que Rogério Ceni fez com Diego no Flamengo, ou seja, recuar o camisa 10 para ganhar qualidade na saída de bola. A diferença é que o atual bicampeão brasileiro tem Diego, mas também Gerson, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa. Resumindo: conta com arcos e flechas.
Por falar em flechas, a mais eficiente do Grêmio foi Ferreira. O moleque bagunçou o jogo no segundo tempo com arrancadas, dribles e muitos cruzamento. Este é o pecado tricolor: o excesso de cruzamentos para dentro da área. Não demorou para Abel Ferreira dobrar a marcação em cima dele no setor esquerdo da defesa e contar os avanços do ponta tricolor. É muita falta de imaginação alçar bolas na área quando o adversário tem um jogador a menos.
No fim das contas, o Palmeiras suportou a pressão. Sai na frente na decisão da Copa do Brasil, mas perdeu a chance de voltar para São Paulo com vantagem maior. A expulsão fez o time sofrer para segurar 1 x 0. Ferreira agitou o jogo, mas o repertório tricolor em busca do empate foi paupérrimo: chuveirinhos. Em vez de reclamar de factoides do VAR, Renato Gaúcho precisa explicar para a torcida as escalações de Paulo Victor e Paulo Miranda, por exemplo.
Para encerrar, duas curiosidades. Uma delas explica o tamanho da vitória deste domingo do Palmeiras, na Arena: última vitória do visitante no primeiro jogo da final da Copa do Brasil foi em 2016. O Grêmio abriu 3 x 1 contra o Atlético-MG, no Mineirão, administrou 1 x 1 na Arena e levou o título. Vantagem de 1 x 0 é boa, dá vantagem do empate, mas a decisão está aberta.
Aberta como as quartas de final da Libertadores 2019. Naquela série, o Palmeiras venceu o Grêmio por 1 x 0 na ida da Libertadores com gol de Gustavo Scarpa e falha de Paulo Victor. Na volta, venceu por 2 x 1, no Pacaembu, em São Paulo, virou a série graças ao gol fora e avançou. Decisão da Copa do Brasil não tem gol qualificado. Em tese, menos uma dificuldade para o Grêmio na partida de volta marcada para domingo, às 18h, no Allianz Parque.
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