Gama x Sobradinho: Michael conta como virou campeão nos dois times

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Michael (C): campeão pelo Sobradinho (1985 e 1986) e pelo Gama (1990). Foto: Julio Cesar/Sobradinho

A final inédita do Campeonato do Distrito Federal entre Gama e Sobradinho neste sábado, às 16h, no Mané Garrincha, é especial para um personagem: vice-presidente do Leão da Serra, o ex-meia Michael José Bastos tem título candango com a camisa dos dois clubes.

Michael vai experimentar uma sensação diferente antes da decisão. Ele entrará no gramado com o troféu representando o Sobradinho ao lado de Manoel Ferreira, o maior ídolo do Gama. “Fiquei feliz pela lembrança da Federação de Futebol do Distrito Federal. Lembrou dos ex-jogadores, ex-atletas, Nós trabalhamos e gostamos do futebol da cidade. Levamos o Sobradinho para a Série A do Brasileirão. Os jogadores das antigas deram contribuição”.

Antes de trocar o par de chuteiras pelo sapato social e o terno de dirigente, o ídolo alvinegro brindou o clube alvinegro com o bicampeonato doméstico nas edições de 1985 e 1986. Quatro anos depois, virou a casaca e ganhou o troféu pelo Gama no Candangão de 1990. O elo com o Sobradinho jamais foi quebrado. Ídolo do clube, ele não somente participa da governança do clube como mora na tradicional região administrativa.

Em entrevista ao blog, Michael recorda as conquistas pessoais pelos dois lados da decisão deste sábado. “A gente foi campeão em 1985 e em 1986. Aquele time já tinha sido campeão juvenil em 1982. Era eu, Toni, Flávio, que foi para o Atlético-MG. Era um pessoal bom. Depois subimos para o time principal e conseguimos ser campeões profissionais”, conta.

A decisão do Candangão de 1989 começou a mudar a história. “Fomos vice-campeões. Nós perdemos para o Taguatinga. Aí, o Orlando Lelé falou: ‘só tem um jeito de ser campeão aqui: desfazer o time do Sobradinho e trazer a base do time para cá (Gama)”, recorda.

O Gama atendeu ao pedido de Lelé. Enfraqueceu o Sobradinho e fortaleceu o Gama. “Nessa leva fui eu, Artur, Claudinho, Filó, Toinzé e Zé Nilo. Deu certo. Eu só não terminei o campeonato lá porque eu fui para o Taubaté depois”, conta Michael.

A passagem pelo Gama é lembrada com carinho. “Foi muito bom, torcida boa. Jogávamos com estádio cheio lá no Gama. Aqui em Sobradinho era da mesma forma. A nossa cidade está encantada com esse resultado no Candangão 2026. O espetáculo vai ser muito bom porque as duas torcidas gostam do futebol da cidade”, elogia o executivo.

Otimista, Michael vislumbra uma grande decisão no Mané Garrincha. “Vai ser a melhor final depois daquela entre Sobradinho e Taguatinga em 1989, no Serejão. O estádio estava lotado naquele jogo”, lembra o nostálgico Michael.

X: @marcospaulolima

Instagram: @marcospaulolima.jor

Marcos Paulo Lima

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