Nino (D) comemora o terceiro gol em quatro jogos: zagueiro-artilheiro. Foto: Mailson Santana/Fluminense FC
Uma das críticas a Fernando Diniz era a quantidade de gols sofridos pelos times comandados por ele. Fazia muitos, mas também buscava muitas bolas dentro da própria rede. Atual bicampeão carioca, o Fluminense não foi tão brilhante do início ao fim na vitória por 2 x 0 contra o Athletico-PR, mas completou quatro partidas sem ser vazado. Passou intacto por Paysandu, América-MG, The Strongest e Athletico-PR. O Flamengo foi o último a marcar contra o time tricolor na derrota por 4 x 1 no segundo confronto da finalíssima do Campeonato Carioca.
O Fluminense encanta a essa altura da temporada por dominar o adversário em pelo menos um dos tempos e não correr risco. Foi assim, por exemplo, na aula de futebol contra o Flamengo na decisão do Carioca. A imposição não deu margem a uma possível reação do adversário em nenhum momento. Mesmo quando faltou inspiração, como no primeiro tempo da estreia no Brasileirão diante do América-MG, a equipe voltou elétrica para a etapa final e resolveu a partida.
A exibição diante do Athletico-PR foi parecida. Impecável no primeiro tempo, o Fluminense não sofreu risco. Acuado, o Furacão respeitou excessivamente o anfitrião. A invencibilidade acumulada com jogos fáceis no primeiro trimestre começa a se mostrar frágil com o início de torneios de patamar mais elevado do que o Estadual, com duelos na Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Libertadores. O comportamento rubro-negro no Maracanã foi à imagem e semelhança do que pensam o coordenador técnico Felipão e o técnico Paulo Turra: Reativo.
Prevaleceu o toque de bola do Fluminense, o futebol envolvente e o gol cedinho para abalar o plano de jogo do concorrente. Lima abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo. Melhor do que o gol foi a segurança da defesa para administrar o resultado.
O primeiro tempo incontestável do Fluminense deu lugar a uma etapa final precavida diante de um Athletico-PR que resolveu sair de trás. Um pouco mais agressivo, obrigou Fernando Diniz a se comportar da forma que não gosta: recuado, com linhas baixas à espera do contra-ataque, do xeque-mate, o lance letal para finalmente resolver de vez a partida no Maracanã.
Sem sofrer gol há quatro jogos, a defesa se dá ao luxo de ter um zagueiro-artilheiro. Nino marcou pelo segundo jogo consecutivo. Na terça-feira passada, ele aproveitou cruzamento de Ganso para decretar o triunfo contra o The Strongest. Neste sábado, Alexander colocou a bola na cabeça de Nino e tranquilizou o Fluminense. Iluminado, Nino acumula três gols em quatro jogos. Ele também havia estufado a rede do Fluminense na partida de ida válida pela Copa do Brasil.
O Fluminense avisa aos concorrentes que está disposto não somente a manter a liderança pela segunda rodada consecutiva. O plano é brigar pelo título. O Athletico-PR é um adversário forte e pagou caro por isso. Mais uma prova de força de um time capaz de comprovar a evolução do técnico Fernando Diniz. Uma das virtudes no momento é o equilíbrio entre ataque e defesa.
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