De Arrascaeta provou mais uma vez que tem lugar no time. Foto: Alexandre Vidal/Flamenggo
O Flamengo disputou 19 partidas oficiais em 2019. Sofreu gol em 15. Esse dado é bem mais relevante do que o oba-oba depois da obrigatória — e nada convincente — goleada por 6 x 1 sobre o San José na noite desta quinta-feira, no Maracanã. O time rubro-negro teve um jogador a mais desde os cinco minutos do primeiro tempo. Mesmo assim, foi vazado e agredido pela fraquíssima equipe boliviana. Nada diferente do que vem acontecendo desde o início da temporada. Times que sofrem muitos gols dificilmente têm vida longa na principal competição do continente.
Todos os adversários no Campeonato Carioca e na Libertadores mostraram que o Flamengo dá o contra-ataque. A defesa joga exposta, deixa os zagueiros e os laterais em situação difícil. O time só não sofreu gol do San José, em Oruro, da Cabofriense, do Volta Redonda e do Madureira nesta temporada. Não por falta de oportunidade, mas de competência.
Cuéllar joga sobrecarregado. Willian Arão mais ataca do que defende. Numa comparação com a Seleção Brasileira do Tite na Copa da Rússia, a função dele no Flamengo é parecida com a do Paulinho. Pará e Renê alternam altos e baixos. O problema estoura em cima de Rodrigo Caio e Léo Duarte, ambos inseguros na derrota para o Peñarol e na vitória sobre o San José.
Abel Braga ganha muito bem para encontrar um suporte a Cuéllar e achar um lugar para De Arrascaeta no time. O argumento não é o preço que foi pago ao Cruzeiro e muito menos a grife, o nome. O uruguaio é acima da média medíocre do futebol brasileiro. Resta saber se Abel Braga abrirá mão do que pensa sobre a montagem do time.
O treinador sempre deixou claro que gosta de dois homens de velocidade pelos lados do campo. Se pudesse, utilizaria Bruno Henrique na direita, Vitinho na esquerda e Gabriel Barbosa centralizado, provavelmente trocando posição com um dos dois pontas. A questão é que Éverton Ribeiro está jogando tanta bola, que travou o lado direito. Aquele cantinho é dele. Merecidamente diga-se de passagem. Lembram? Arrascaeta iniciou a Libertadores neste setor contra o San José, com Éverton Ribeiro no banco. Não deu certo. Éverton entrou em campo no segundo tempo, corrigiu o lado direito e o Flamengo venceu por 1 x 0 na altitude.
Resta a De Arrascaeta bater de frente com Diego, disputar posição com Bruno Henrique ou, em último caso, aceitar ser uma espécie de falso nove, como Mano Menezes utilizou o meia várias vezes no Cruzeiro. Abel não escala Arrascaeta aberto na esquerda porque já abriu mão de um homem de velocidade na direita. Dois é demais pra ele. É pensar demais fora da caixa.
Como se não bastassem tantas incertezas na configuração do time, o velho trauma da Libertadores martelará a cabeça do Flamengo e da torcida até 8 de maio, data do último jogo do clube na fase de grupos contra o Peñarol, em Montevidéu. Líder do Grupo D com nove pontos, a trupe da Gávea precisa de um ponto em seis a disputar. Entretanto, a rotina de vexames no torneio e a indefinição na formação angustiam a torcida.
Até lá, tem final do Campeonato Carioca contra o Vasco, um jogo terrível na altitude de Quito contra a LDU e jogos duros contra Cruzeiro, Internacional e São Paulo pelo Brasileirão. Portanto, quanto mais cedo se livrar do drama, ou seja, no Equador, melhor.
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