Felipe Anderson não era convocado pela Seleção principal desde 2015. Foto: AFP
A história é parecida. Em 2015, Dunga convocou Felipe Anderson para os últimos dois amistosos da Seleção Brasileira antes da Copa América do Chile. O meia brasiliense de 25 anos vivia ótima fase na Lazio, da Itália. Entrou em campo na vitória sobre o México, por 2 x 0, no Allianz Parque, em São Paulo. Era a estreia dele com a amarelinha. Aos 21 anos, constou na lista dos 30 pré-convocados, mas não conseguiu figurar na lista final dos 23. Quatro anos depois, o jogador nascido em Santa Maria aproveita a excelente fase com a camisa do West Ham na temporada — nove gols em 30 jogos — para reconquistar a chance de se firmar na Seleção. A seguir, Felipe Anderson fala ao blog sobre a oportunidade de disputar os amistosos contra o Panamá e a República Tcheca neste mês. As duas partidas serão na Europa.
Qual é a sensação de ser convocado pela primeira vez pelo Tite para a Seleção principal?
Não vou negar que estava na expectativa nessas últimas convocações pelo fato de eu estar conseguindo me destacar com a camisa do West Ham. Foi uma alegria enorme quando soube que meu nome estava na lista. Fiquei meio bobo, sem reação (risos). Passou um filme na cabeça de tudo o que eu fiz para merecer viver esse momento. Vejo essa chance como um reconhecimento ao meu trabalho, como fruto da dedicação e do bom desempenho com a camisa do West Ham. Espero mostrar esse bom futebol também na Seleção Brasileira. Agora, o foco é aproveitar bem a oportunidade e ter uma continuidade nas demais convocações.
Em 2015, você foi chamado pelo Dunga para amistosos antes da convocação final para a Copa América do Chile, mas ficou fora da lista final. Quatro anos depois, está de volta para realizar o sonho de disputar a Copa América no Brasil?
Tomara (risos). Vivi muitas coisas nesse período e hoje me vejo mais pronto, mais preparado e sabendo o que vou encontrar. O futebol inglês prepara bastante nesse sentido, de estar com o nível de competição elevado, acostumado a dar o melhor sempre. Não tem outra maneira de se destacar aqui. Graças a Deus, e aos meus companheiros, estou tendo meu trabalho reconhecido por todos.
O que pesou para conquistar o Tite?
Atribuo essa convocação ao bom futebol que eu tenho mostrado com a camisa do West Ham. Sempre acreditei que esse momento chegaria à medida que eu tivesse regularidade de bom desempenho no meu clube. Tenho conseguido ajudar a equipe com gols e passes e no Campeonato Inglês, que eu considero um dos mais difíceis do mundo. Isso me deixa ainda mais orgulhoso do que tenho realizado. Agradeço ao Tite e a toda comissão técnica pelo reconhecimento, pela confiança de me dar essa chance. Vou tentar agarrar essa oportunidade.
Você, o goleiro Weverton e o zagueiro Marquinhos são os campeões olímpicos na lista…
É muito bom poder voltar, já que a minha última experiência com a camisa da Seleção Brasileira foi muito feliz com a conquista do ouro olímpico (nos Jogos do Rio-2016). Tomara que esse seja o começo de mais uma história vitoriosa. É o que eu vou lutar para acontecer.
Qual é a sua mensagem para os meninos de Santa Maria, o seu bairro aqui no DF?
Nada nunca caiu do céu para mim, sempre tive que lutar muito por tudo o que eu conquistei na vida. Então, se você tem um sonho, não importa de onde você vem, quem acham que você é, acredite nele e se dedique ao máximo. Não deixe ninguém te dizer onde você pode chegar. Só você mesmo pode responder isso.
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