Há quem menospreze os jogos de Palmeiras e Flamengo contra Atlético-MG e Grêmio, respectivamente, pelo Brasileirão porque ambos usarão times reservas ou alternativos focados na decisão da Libertadores no sábado, às 17h, no Estádio Centenário, em Montevidéu. Aviso aos passageiros rumo ao Uruguai que é bom prestar muita atenção nos suplentes do seu time. Motivo: as últimas três finais do torneio continental começaram a ser resolvidas justamente com a entrada em campo de quem veio do banco. Foram os casos de Quintero (2018), Diego (2019) e Breno Lopes (2020).
Em 2018, o River Plate virou a decisão contra o arquirrival Boca Juniors, no Santiago Bernabéu, em Madri, graças ao meia colombiano Quintero. Ele entrou em campo aos 12 minutos do segundo tempo no lugar do volante Leonardo Ponzio e marcou o segundo gol dos Millonarios no início da prorrogação contra os Xeneizes. Era a virada do River, que ainda ampliou o placar no fim do tempo extra com Gonzalo Martínez.
Um ano depois, a história da decisão entre River Plate e Flamengo no Estádio Monumental, em Lima, começou a mudar quando o meia Diego entrou em campo na vaga do volante Gerson. Foi do camisa 10 o “chutão” para a frente que atrapalhou o zagueiro Javier Pinola e fez a bola sobrar na perna canhota de Gabriel Barbosa no gol da virada rubro-negra.
Em janeiro deste ano, o herói do bicampeonato do Palmeiras também veio do banco. O técnico português Abel Ferreira abriu mão de Gabriel Menino, colocou Breno Lopes em campo e o atacante iluminado aproveitou o cruzamento de Rony para decretar a conquista alviverde contra o Santos, no Maracanã.
Portanto, amigo torcedor, não torça o nariz para os reservas do Palmeiras contra o Atlético-MG, no Allianz Parque, nem para o expressinho rubro-negro diante do Grêmio, na Arena, em Porto Alegre. Afinal, o desprezado de hoje pode ser o herói de sábado.
Siga no Twitter: @marcospaulolima
Siga no Instagram: @marcospaulolimadf