Festa para celebrar o gol de Andressa, o único do Brasil contra a Zâmbia. Foto: Sam Robles/CBF
Pia Sundhage fez o esperado na vitória contra Zâmbia. Poupou as principais peças. Nunca é demais lembrar que a treinadora sueca tem nas mãos um elenco com média de idade elevada para os padrões das medalhas conquistadas por ela à frente dos Estados Unidos, ouro em Pequim-2008 e Londres-2012; e da Suécia, prata nos Jogos do Rio-2016. Das 11 titulares do Brasil, sete têm mais de 30 anos. Portanto, descansar é preciso a essa altura da Olimpíada.
Causou certo espanto o desentrosamento do time usado pelo Brasil, em Saitama. Em tese, parte-se do princípio de que uma seleção, seja ela masculina ou feminina, tenha pelo menos três times arrumadinhos para qualquer ocasião: o principal, o reserva e um misto para as devidas necessidades. Temos um onze inicial. Quanto ao misto e ao reserva, não vejo.
Prefiro considerar que o placar da vitória contra Zâmbia foi estratégico. Pia e a comissão técnica certamente olharam para os cruzamentos e escolheram, em tese, o caminho mais fácil. Daí o certo desinteresse de colocar o pé no acelerador para brigar pelo primeiro lugar do grupo. Condição para isso havia, claro. As titulares goleariam as africanas com facilidade.
O fato é que o Brasil terá pela frente o melhor adversário possível nas quartas. Campeã simbólica do grupo, a Holanda baterá de frente com os Estados Unidos. Há dois anos, as duas seleções decidiram a Copa do Mundo da França. Portanto, uma potência ficará pelo caminho logo nas quartas. Quem sobreviver entre elas encontrará Brasil ou Canadá nas semifinais.
Retrospecto na Era Pia Sundhage
- 2019 – Brasil 4 x 0 Canadá
- 2020 – Brasil 2 x 2 Canadá
- 2021 – Canadá 0 x 2 Brasil
- 2021 – Brasil 0 x 0 Canadá
Há um detalhe positivo para o Brasil: o retrospecto. O Brasil enfrentou o Canadá quatro vezes sob a batuta de Pia Sundhage e não perdeu. Venceu uma por 4 x 0, outra por 2 x 0 e empatou em outros dois encontros por 2 x 2 e 0 x 0. Portanto, Pia “escolheu” o melhor adversário possível para tentar chegar, no mínimo, às semifinais.
O Canadá está longe de ser um adversário fácil. Derrotou o Brasil, de Oswaldo Alvarez, o Vadão, na decisão do bronze nos Jogos do Rio-2016. Impediu o país anfitrião de subir ao pódio dentro de casa. Marta e companhia não engoliram isso. Assim como a Seleção, as canadenses caíram nas oitavas de final na última Copa do Mundo. Perderam para a Suécia.
O retrospecto não é garantia de vitória nas quartas de final, mas dá confiança às comandadas de Pia para enfrentar um adversário muito conhecido e estudado pela comissão técnica verde-amarela neste ciclo olímpico. A possibilidade de chegar à semifinal é enorme. Da semifinal em diante, será necessário jogar mais do que no limite contra Holanda ou Estados Unidos; e diante de Grã-Bretanha, Austrália, Suécia ou Japão em uma sonhada decisão da medalha de ouro.
O Canadá é uma espécie de termômetro da evolução do Brasil. Antes de Pia Sundhage, a Seleção amargou uma certa freguesia contra as adversárias na Era Vadão. Antes da troca de comando, o Brasil amargou três derrotas consecutivas para as canadenses.
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