Dos 14 jogadores usados pelo Fla na final da Taça GB, só quatro são titulares. Foto: Flamengo
O Flamengo se deu ao luxo de conquistar a Taça Guanabara usando apenas quatro titulares. Gabriel Barbosa era o único na formação inicial. Éverton Ribeiro, Gerson e Willian Arão entraram no segundo tempo da vitória de virada sobre o Boavista, no Maracanã. Enquanto Jorge Jesus aproveitava a decisão para armar o time reserva rubro-negro, os concorrentes tentam achar a formação ideal para 2020. Há diferença de patamar.
O Corinthians foi eliminado na Pré-Libertadores pelo Guaraní do Paraguai. Neste sábado, perdeu para o Água Santa. É cedo para dar liga, mas o trabalho de Tiago Nunes sofre questionamentos.
O Santos não foi páreo contra o Ituano. Os torcedores andam impacientes com o português Jesualdo Ferreira.
O Grêmio frustrou a torcida na final do primeiro turno do Gaúcho ao ser superado pelo Caxias. Renato precisa encaixar os reforços Thiago Neves, Diego Souza…
O Atlético-MG rodou na Copa Sul-Americana contra o Unión Santa Fé. Rafael Dudamel gastou créditos.
O Palmeiras passou apertado em casa pelo Guarani. O alviverde é uma metamorfose ambulante. Escolheu contratar a conta gotas, ao longo da temporada. Logo, receberá reforços aos poucos. Consequentemente, o técnico Vanderlei Luxemburgo terá a missão de inseri-los no projeto com o bonde andando.
Entre os cariocas, o Fluminense é o melhor da turma no momento. O Botafogo faz mais barulho fora do que dentro das quatro linhas. O Vasco segue a trancos e barrancos.
Eduardo Coudet demanda mais tempo para dar aquele toque de “Racing” ao Internacional. O início é promissor.
O São Paulo optou pelo caminho da continuidade. Apesar da iminente saída de Antony para o Ajax da Holanda no meio do ano, o tricolor de Fernando Diniz dá sinais de evolução, crescimento em relação ao fim da temporada anterior. É bom prestar atenção no que está acontecendo pelos lados do Morumbi.
Enquanto isso, o maior reforço do Flamengo para 2020 é a manutenção de 10 dos 11 titulares nas conquistas do Campeonato Brasileiro, da Libertadores e do vice no Mundial de Clubes. A dor de cabeça de Jorge Jesus é escolher o substituto de Pablo Marí. O zagueiro negociado faz falta na na saída de bola, nos lançamentos em profundidade, na altura e na liderança. Quando o treinador encaixar Léo Pereira, Gustavo Henrique, Thuler, Dantas ou algum outro nome no setor defensivo, um dos quebra cabeças estará remontado.
O outro desafio é entrosar o time reserva, dar uma identidade ao “expressinho”, espelhada ou não no time titular, torná-lo competitivo, confiar nele e utilizá-lo mais vezes no ano. Jorge Jesus chegou ao Brasil no meio da temporada passada. Usou o “onze ideal”, como se diz em Portugal, até o último suspiro. Os titulares estavam exaustos na final do Mundial.
Jesus começa a entender o maluco calendário do futebol daqui. O Mister precisa montar um competitivo time reserva, como fizeram Telê Santana e Vanderlei Luxemburgo nos anos 1990 e Luiz Felipe Scolari no título de 2017 do Palmeiras.
O planejamento do Flamengo para isso está perfeito. Com o título da Taça Guanabara, Jesus pode escalar durante a Taça Rio o seguinte time: César; João Lucas, Thuler, Dantas e Renê; Thiago Maia e Piris da Motta; Pedro Rocha, Diego e Michael; Pedro. Seja sincero: dá para enfrentar Cabofriense, Botafogo, Portuguesa, Bangu e Boavista numa boa.
A concorrência reforçará tanto o time titular quanto o reserva. Escrevi aqui no blog outro dia: o português não pode repetir o erro de Tite. Se for necessário, é preciso desapegar do vitorioso time do ano passado. Quem estiver mal entre os titulares vai para o reserva, abrindo espaço a quem pede passagem entre os suplentes. Só quem tem a ganhar é o Flamengo. E a perder, os concorrentes que ainda procuram o time ideal para 2020.
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