E se o Tite não ficar: quem deveria ser o plano B da CBF para assumir a Seleção?

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Será que alguém na CBF já pensou em um plano B se Adenor Leonardo Bachi resolver dar um tempo e seguir a carreira fora da Seleção? A hipótese é improvável. Os dois lados estão muito perto da renovação até 2022, mas é recomendável ter sempre uma carta na manga, uma alternativa caso aconteça uma inesperada reviravolta.

Gente próxima de Tite diz que ele sentiu o baque. A pancada foi forte. O constrangimento era visível logo na primeira entrevista depois da derrota para a Bélgica. Ele vendeu um sonho de Vicente Feola (1958), Aimoré Moreira (1962), Zagallo (1970), Parreira (1994) e Felipão (2002) na série de filmes publicitários que bombou nos intervalos comerciais antes da Copa mas colheu resultado igual ao de Dunga, ao terminar em sexto lugar na Rússia. Em 2010, o capitão do tetracampeonato fechou na mesma posição na África do Sul.

Em meio a ressaca da eliminação e do pós-Copa, existem candidatos assumidos à sucessão, e outros que trabalham quietinho. Renato Gaúcho disse mais de uma vez que a hora dele vai chegar.

Discreto, Cuca foi visto várias vezes na Rússia aos risos em rodinhas com influentes formadores de opinião do futebol brasileiro. Nessas conversas informais, engraçadinhas, sempre surge alguém comprando a ideia. Assim surgiu a ideia de Dunga assumir a Seleção em 2006. Maitê Proença participava de um jantar com gente da CBF, ela tocou no nome do ex-volante e ele assumiu no lugar de Carlos Alberto Parreira.

Não acho que faltam profissionais a altura de Tite para assumir o Brasil em caso de necessidade. Um deles ocupava o cargo até 2012, mas foi arrancado a força do projeto e faz bom trabalho no clube: Mano Menezes. A experiência de dois anos no cargo ensinou bastante.

Na era Tite, o Brasil disputou 26 jogos, com 20 vitórias, quatro empates e duas derrotas; 55 gols marcados e oito sofridos

Por que não Abel Braga? O cara levou o Internacional aos títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes. Fazia um trabalho muito bom no Fluminense até optar por deixar o cargo. Sabe lidar muito bem com boleiros e não é de fazer discurso bonitinho para imprensa. Diz exatamente o que pensa.

Há pelo menos um nome da nova geração ganhando milhagens para um dia laçar candidatura. Discípulo de Tite, Roger Machado faz um bom trabalho no Palmeiras. O título da Copa Libertadores valorizaria muito o profissional alviverde.

Fora do país há outro seguidor do método Tite. Fábio Carille brilhou em 2017 no Corinthians com um elenco limitadíssimo. Ele daria conta de administrar um elenco de Seleção? Eis uma grande questão.

Eis uma questão para o presidente (?) da CBF, coronel Nunes, decidir. Por ele o sucessor, Rogerio Caboclo, Tite fica mais quatro anos. Enquanto o martelo não é batido, recomenda-se no mínimo começar a pensar numa alternativa. Afinal, falta menos de

Marcos Paulo Lima

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