Dorival escalará Endrick como titular sa Seleção Brasileira pela primeira vez. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Um dos grandes trabalhos autorais de Dorival Júnior faz 14 anos. Em 2010, o técnico da Seleção Brasileira levou o Santos aos títulos da Campeonato Paulista e da Copa do Brasil no primeiro semestre. O trabalho mostrou a capacidade do treinador para agregar, gerenciar e acomodar talentos na construção de uma equipe vencedora.
Um dos desafios de Dorival Júnior era conciliar Neymar e Robinho no ataque do Santos. Ambos acostumados a ocupar a ponta esquerda. Neymar tinha 18 anos. Era a joia da Vila. Tinha que jogar. Robinho nem se fala. Outros dois jogadores despontavam no elenco: o meia Paulo Henrique Ganso e o então promissor atacante André.
Dorival conquista o Paulistão no sistema de jogo 4-4-2. Arouca, Wesley, Marquinhos e Ganso formavam o quadrado no meio de campo. À frente deles, Neymar e Robinho. O modelo mudou na Copa do Brasil. Ficou mais ofensivo porque o reserva André pedia passagem. Dorival Júnior encaixou todos os eles e a configuração passou ao 4-3-3.
O Santos encantou o Brasil com Arouca, Wesley e Ganso no meio de campo. Na frente, o trio formado por Robinho na ponta direita, André centralizado no papel de centroavante e Neymar posicionado na esquerda. Ninguém jogava engessado, óbvio. Havia liberdade de movimentação. Aliás, esse foi um dos trunfos do sucesso daquela formação.
Catorze anos depois, Dorival tinha um problema para o duelo com o Uruguai pelas quartas de final da Copa América: escolher o substituto de Vinicius Junior. O eleito é Endrick. Não sei se Dorival Júnior lembrou daquele Santos de 2010, mas há possibilidade emulá-lo na partida deste sábado, às 22h, no Allegiant Stadium, em Las Vegas, nos Estados Unidos.
Guardadas as devidas proporções, óbvio, Paquetá faz o papel de Ganso. Raphinha joga na função de Robinho. Deslocado para a esquerda na posição de Vini, Rodrygo vira o dublê daquele Neymar do Santos. E o Endrick? Infinitamente melhor do que André, vira a referência no ataque verde-amarelo. Bruno Guimarães e João Gomes são o par de volantes.
O repertório recente de Dorival Júnior nas conquistas pelo Flamengo e o São Paulo priorizam centroavantes raiz. Pedro foi o símbolo nos títulos da Copa do Brasil e da Libertadores em 2022. Calleri fazia o papel de matador no São Paulo vencedor inédito do segundo torneio mais importante do país na edição de 2023. No Santos deu certo. Arrancou suspiros. Aguardemos como será na partida deste sábado contra o Uruguai.
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