Fórmula da juventude: Palmeiras começou o jogo com média de 26 anos. Foto: Cesar Greco
Quer a dimensão do feito do Palmeiras na noite desta terça-feira, na Argentina? Até hoje, o River Plate só havia perdido um jogo da Libertadores por 3 x 0 no papel de mandante: foi para o Flamengo do Zico, em 1982, no triangular semifinal. Naquela época, o time carioca defendia o título. Trinta e oito anos depois, o Alviverde sai do primeiro duelo da semifinal com excepcional 3 x 0. Pode até perder por dois gols de diferença no Allianz Parque, em São Paulo.
Tuitei no primeiro tempo do jogo que a postura do Palmeiras lembrava muito a do PAOK, de Abel Ferreira, naquele duelo com o Benfica, de Jorge Jesus, em 15 de setembro de 2020, no jogo único pela Pré-Champions League. Seguro na defesa com uma linha de cinco sem a bola, desarmando horrores com Danilo, Patrick de Paula e Gabriel Menino; fechando os corredores com Marcos Rocha e, principalmente Viña; e sendo letal nas oportunidades com gols de Rony, Luiz Adriano e Viña. O Palmeiras venceu por 3 x 0, mas poderia ter sido de quatro ou cinco.
Impressionante a faixa etária do Palmeiras no triunfo desta noite. O time titular com Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gomez, Alan Empereur e Matías Viña; Danilo, Gabriel Menino e Patrick de Paula; Rony, Luiz Adriano e Gustavo Scarpa tem média de 26 anos. Os 11 do River Plate têm 28,8 anos. Seis jogadores acima dos 30 anos. A idade pesa, faz muita diferença contra um time de força física e velocidade como esse Palmeiras.
Há pouco mais de um ano, o trio de meninos do meio de campo do Palmeiras perdia a final do Brasileirão Sub-20 por 3 x 0 para o Flamengo. Nesta terça, Danilo, Gabriel Menino e Patrick de Paulo foram simplesmente determinantes para o triunfo sobre o experiente River Plate.
A maturidade dos meninos é espantosa. Patrick de Paula e Gabriel Menino jogaram como se fossem veteranos na Libertadores. Tomaram conta do jogo com autoridade de gente grande. Não é por acaso que Gabriel Menino virou um dos xodós de Tite na Seleção Brasileira. É versátil. Em alguns momentos do jogo, protegeu Marcos Rocha, que assumiu o papel de terceiro zagueiro pela direita e liberou Matías Viña para apoiar o ataque. Menino é diferente.
O Palmeiras pavimentou o caminho para disputar a final da Libertadores no palco do questionado título da Copa Rio de 1951, que o clube insiste para a Fifa reconhecer como Mundial. Na época, superou a Juventus e levou a taça. Se fizer prevalecer a vantagem de 3 x 0 na volta contra o River Plate, voltará ao Maracanã em 30 de janeiro com possibilidade conquistar o bi continental e embarcar para a disputa do Mundial de Clubes, no Qatar. Quem sabe para encarar o Bayern de Munique e encerrar as piadinhas de que não tem Mundial.
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